Sionismo

Publicado em 03/11/2026 · Última alteração em 03/11/2026

Sionismo é o movimento político nacionalista judeu, nascido na Europa no fim do século XIX, que buscou criar um Estado judeu na Palestina12. Organizou-se no Primeiro Congresso Sionista, em Basileia, em 18973, ganhou o apoio do império britânico em 191710 e chegou ao objetivo com a fundação de Israel, em 194819. Para os palestinos, o mesmo processo foi a Nakba: mais da metade da população árabe fugiu ou foi expulsa, e cerca de 726 mil pessoas viraram refugiadas1516.

O que é o sionismo

Sionismo é o nacionalismo judeu moderno: o movimento político que, a partir do fim do século XIX, defendeu que os judeus formavam uma nação e precisavam de um território próprio, e que escolheu a Palestina, então parte do Império Otomano, como esse território153. Seu fundador político foi Theodor Herzl, que publicou O Estado Judeu em 1896, movido pelo antissemitismo e pelos pogroms do Leste europeu2.

O movimento alcançou o objetivo central em 14 de maio de 1948, com a proclamação do Estado de Israel19. Para os palestinos, que eram a grande maioria da população da Palestina no início do século XX11, o mesmo processo ficou conhecido como Nakba, a "catástrofe": a perda da terra e o exílio de mais da metade do povo1517. Por isso o sionismo é, ao mesmo tempo, uma história de libertação para muitos judeus e uma história de desapropriação para os palestinos, e as duas leituras convivem até hoje.

Por que surgiu: pogroms e o nacionalismo europeu

O sionismo nasceu na Europa, e não no Oriente Médio. Era lá que vivia a maior parte dos judeus: em 1933, ainda havia cerca de 9,5 milhões de judeus na Europa, mais de 60% do total mundial, a maioria no Leste8. A palavra russa pogrom entrou no uso corrente com a onda de ataques antijudaicos de 1881 a 1884, depois do assassinato do czar Alexandre II7.

Foi nesse ambiente que grupos judeus começaram a organizar a emigração para a Palestina. Os colonos da primeira e da segunda aliá (de 1881 a 1914) chamavam a si mesmos de "colonos", palavra que na época não tinha o peso negativo de hoje9. Herzl deu forma política a essas iniciativas: achava que a infiltração gradual de colonos acabaria mal e propunha obter, antes, soberania sobre um território4.

Herzl, Basileia e o projeto de Estado

Em O Estado Judeu, Herzl ainda não tinha escolhido o lugar: comparou a Palestina e a Argentina e escreveu que aceitariam o que fosse dado e o que a opinião pública judaica preferisse4. Sobre a Palestina, propôs ao sultão otomano um negócio: os judeus organizariam as finanças da Turquia em troca da terra, e o novo Estado seria "parte de uma muralha da Europa contra a Ásia, um posto avançado da civilização contra a barbárie"5. A frase mostra como o projeto se apresentava às potências europeias.

No ano seguinte, em 1897, o Primeiro Congresso Sionista, em Basileia, na Suíça, fixou como meta criar para o povo judeu um lar na Palestina garantido pelo direito público3. A palavra "lar" foi escolhida com cuidado: como a Palestina era otomana, o movimento evitava falar em "Estado"53. Em particular, Herzl foi mais direto e anotou no diário: "em Basileia fundei o Estado judeu"6.

A Palestina não era a única opção na mesa. Em 1903, o governo britânico ofereceu a Herzl o planalto de Guas Ngishu, perto de Nairóbi, no atual Quênia, para um assentamento judeu sob a bandeira britânica: o chamado Plano Uganda57. A proposta de mandar uma comissão à África Oriental rachou o Sexto Congresso Sionista; para a Encyclopaedia Judaica, Herzl via a oferta como forma de obter o reconhecimento britânico e nunca desistiu da Palestina58. O plano morreu quando os colonos brancos do Quênia protestaram contra a chegada de judeus e Londres recuou59.

As correntes do sionismo

O sionismo nunca foi um bloco único. O sionismo político de Herzl apostava na negociação com os grandes impérios5. Ahad Ha'am, nome central do sionismo cultural, fez um dos primeiros alertas internos: em 1914, escreveu que os sionistas se irritavam com quem lembrava que havia outro povo vivendo na terra, e que esse povo não pretendia sair34.

No outro extremo, Vladimir (Zeev) Jabotinsky, fundador do sionismo revisionista, escreveu em 1923 que um acordo voluntário com os árabes era impensável e que a colonização teria de prosseguir contra a vontade da população nativa, protegida por uma "muralha de ferro" de força militar35. Em 1925 ele fundou em Paris o partido revisionista, base da direita israelense posterior36.

O sionismo trabalhista, socialista, nasceu com o Po'alei Zion, que tentou unir nacionalismo judeu e socialismo a partir do proletariado judeu da Rússia60. Foi ele que deu ao Yishuv (a comunidade judaica na Palestina) suas instituições centrais: os kibutzim, comunidades coletivas sem propriedade privada instaladas desde 1909 em terras do Fundo Nacional Judaico61, e a Histadrut, a central sindical criada em 1920 que se chamou Federação Geral do Trabalho Judaico até 1966 e só aceitou trabalhadores árabes como membros plenos a partir de 196062.

O sionismo religioso organizou-se no Mizrachi, fundado em 1902 com o lema "a Terra de Israel para o povo de Israel segundo a Torá de Israel"63, que em 1956 deu origem ao Partido Nacional Religioso64. Depois de 1967, sua ala mais jovem criou o Gush Emunim (1974), que via o Estado como início da Redenção messiânica e se dedicou a erguer assentamentos nos territórios ocupados65.

Judeus contra o sionismo

Por décadas, o sionismo foi minoritário entre os próprios judeus. Em 1885, os rabinos do judaísmo reformista reunidos em Pittsburgh, nos Estados Unidos, declararam que os judeus já não eram uma nação, mas uma comunidade religiosa, e que não esperavam nenhum retorno à Palestina37. Em Paris, durante a Primeira Guerra Mundial, os principais líderes judeus eram, em sua maioria, abertamente hostis à campanha sionista51. No Leste europeu, o Bund, o grande partido socialista judeu, defendia a vida judaica onde os judeus já viviam e chamava o sionismo de reacionário e burguês66.

Há também uma oposição religiosa. O Neturei Karta, grupo ultraortodoxo de Jerusalém, considera pecado e negação de Deus a criação de um Estado judeu secular, não reconhece Israel67, manifesta-se contra organizações sionistas e defende a devolução da terra aos palestinos, com apoio de seguidores do rabino de Satmar nos Estados Unidos68. Na diáspora, organizações como a Jewish Voice for Peace, dos Estados Unidos, declaram-se antissionistas e dizem combater o sionismo "porque amam os judeus, a judeidade e o judaísmo"69.

Em Israel, o confronto mais visível hoje é outro: a recusa ultraortodoxa ao serviço militar. Em junho de 2026, a polícia do distrito de Tel Aviv usou granadas de efeito moral e cassetetes contra ultraortodoxos da Facção de Jerusalém que bloqueavam a Rodovia 4, perto de Bnei Brak, em protesto contra a prisão de estudantes de yeshivá que recusavam o alistamento70. Um policial foi filmado chutando a cabeça de um manifestante caído, e a própria polícia admitiu que agentes agiram contra os procedimentos71. Esses protestos são contra o alistamento, e nem todos os manifestantes são antissionistas; o antissionismo declarado é de grupos menores, como o Neturei Karta.

Hoje há judeus em todas as posições: sionistas, não sionistas e antissionistas, religiosos e laicos. Por isso especialistas em antissemitismo insistem em separar as coisas. A Declaração de Jerusalém sobre Antissemitismo, de 2021, afirma que criticar ou se opor ao sionismo como forma de nacionalismo não é, por si só, antissemitismo, e que também é antissemita exigir de alguém, por ser judeu, que condene Israel ou o sionismo45.

Balfour e o Mandato: o império britânico entra em cena

A virada veio com a Primeira Guerra Mundial. Em 2 de novembro de 1917, o chanceler britânico Arthur Balfour escreveu ao barão de Rothschild que o governo via "com simpatia o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu"10. A Grã-Bretanha prometia uma terra que ainda não controlava, e que, segundo um documento britânico, já tinha incluído em 1915 nos limites da independência prometida ao xerife Hussein de Meca, leitura que Londres depois contestou52. Naquele momento, árabes cristãos e muçulmanos eram mais de 90% da população e possuíam cerca de 97% da terra, mas a declaração os chamou apenas de "comunidades não judaicas existentes"11.

Em 1922, a Liga das Nações entregou a Palestina aos britânicos como Mandato. Ao contrário dos outros territórios ex-otomanos, que chegaram à independência, o Mandato da Palestina incorporou a Declaração Balfour e mandou incentivar o "assentamento compacto de judeus na terra"12. Sob o Mandato, a população judaica passou de 84 mil (1922) para 608 mil (1946)13, e a terra de propriedade judaica foi de 2,5% para 6,2% da área total14.

A resistência palestina explodiu na grande revolta de 193639. Em 1939, o Livro Branco britânico recuou: disse que não era política do governo fazer da Palestina um Estado judeu, limitou a imigração judaica a 75 mil pessoas em cinco anos e prometeu um Estado palestino independente em dez anos38.

Holocausto, imigração clandestina e a partilha de 1947

O Holocausto, o assassinato de seis milhões de judeus europeus pelo regime nazista e seus aliados entre 1933 e 194540, mudou a escala do problema. Para muitos sobreviventes, a Palestina passou a ser a saída; nos campos de deslocados da Europa, o sionismo foi talvez a questão mais explosiva47. Contra as cotas britânicas, mais de 100 mil pessoas entraram por imigração clandestina até 1948, mais de 70 mil delas sobreviventes, e os britânicos chegaram a manter mais de 50 mil refugiados judeus em campos em Chipre41. O caso do navio Exodus 1947, com 4.500 refugiados devolvidos à Alemanha, comoveu a opinião pública mundial42.

Em 1947, a Grã-Bretanha entregou a questão à ONU. Em 29 de novembro, a Assembleia Geral aprovou a Resolução 181, que dividia a Palestina em um Estado judeu e um árabe, com Jerusalém sob regime internacional. O plano dava 56% do território a 32% da população, e os árabes o rejeitaram como injusto e contrário à Carta da ONU18.

1948: Israel e a Nakba

A guerra começou antes do fim do Mandato: milícias judaicas atacaram aldeias palestinas e forçaram milhares a fugir54. Em março de 1948, o comando da Haganá preparou o Plano D (Dalet), o plano de operações para a fase final20. Em 9 de abril, milícias do Etzel (Irgun) e do Lehi atacaram a aldeia de Deir Yassin, perto de Jerusalém; até um ex-governador militar israelense de Jerusalém chamou o ataque de deliberado e sem provocação, e a Agência Judaica o repudiou21. Menachem Begin, comandante do Irgun, escreveria depois que a "lenda de Deir Yassin" espalhou o pânico e ajudou as forças judaicas, em especial em Haifa55.

Em 14 de maio de 1948, o Conselho do Povo proclamou o Estado de Israel, invocando o "direito natural do povo judeu" a um Estado soberano e prometendo igualdade de direitos a todos os habitantes, sem distinção de religião, raça ou sexo19. Exércitos árabes vizinhos entraram na guerra54. Ao fim dela, Israel controlava 77% da Palestina do Mandato, e mais da metade da população árabe palestina tinha fugido ou sido expulsa15: cerca de 726 mil refugiados até o fim de 194916. Os palestinos chamam esse processo de Nakba, catástrofe17.

Em dezembro de 1948, a ONU decidiu que os refugiados que quisessem voltar para casa deveriam poder fazê-lo, e que os demais deveriam ser indenizados (Resolução 194)22. Esse retorno nunca foi permitido, e hoje a UNRWA registra mais de 5 milhões de refugiados palestinos, contando descendentes23.

De 1967 à Lei do Estado-Nação

Em 1967, Israel ocupou a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, e cerca de meio milhão de palestinos foram deslocados24. No ano seguinte, a Carta Nacional Palestina definiu o sionismo como um movimento ligado ao imperialismo, racista e colonial em seus objetivos25. Em 1975, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 3379, que chamou o sionismo de "forma de racismo e discriminação racial", por 72 votos a 35; o Brasil votou a favor26. Em 1991, como parte do processo de paz, a Resolução 46/86 revogou essa determinação, com apoio brasileiro27.

Os Acordos de Oslo (1993) trouxeram o reconhecimento mútuo entre Israel e a OLP, mas as negociações sobre o status final fracassaram em 2000 e 200149. Enquanto isso, os assentamentos cresceram: em 2023, cerca de 465 mil colonos viviam na Cisjordânia e cerca de 230 mil em Jerusalém Oriental29. Em 2018, o Parlamento aprovou a Lei Básica do Estado-Nação, segundo a qual o direito à autodeterminação nacional em Israel é "exclusivo do povo judeu" e o assentamento judaico é "valor nacional"; o hebraico é a língua do Estado, e o árabe tem apenas "status especial"28.

O que dizem os tribunais e a ONU

Em 19 de julho de 2024, a Corte Internacional de Justiça concluiu, por 11 votos a 4, que a presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilegal e deve terminar o mais rápido possível30. A Corte também considerou que a transferência de colonos viola a Quarta Convenção de Genebra50 e que a separação entre colonos e palestinos na Cisjordânia viola a proibição de segregação racial da convenção da ONU contra o racismo; a maioria não usou a palavra apartheid, mas o juiz Dire Tladi, em declaração separada, usou31.

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas e outros grupos armados palestinos atacaram o sul de Israel: segundo fontes israelenses citadas pela comissão de inquérito da ONU, mais de 1.200 pessoas foram mortas, ao menos 809 civis, e 252 foram levadas como reféns para Gaza32. A guerra que se seguiu devastou a Faixa de Gaza: em 2025, o sistema IPC confirmou fome na província de Gaza, e a comissão de inquérito da ONU concluiu que Israel cometeu genocídio contra os palestinos de Gaza33. Em setembro de 2025, dez países, entre eles Reino Unido, França, Canadá e Portugal, reconheceram o Estado da Palestina48.

Os grandes debates

Colonialismo de povoamento? Para muitos pesquisadores e para o movimento palestino, o sionismo é um caso de colonialismo de povoamento: um movimento de colonos vindos da Europa que, com apoio de um império, substituiu a maior parte da população nativa2539. A citação de Herzl sobre a "muralha da Europa contra a Ásia"5 e a de Jabotinsky sobre colonizar "contra a vontade da população nativa"35 são lembradas nesse debate. Do outro lado, autores como Alan Dowty argumentam que não havia metrópole e que a maioria dos imigrantes era de refugiados fugindo de perseguição46.

Antissionismo é antissemitismo? A definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) traz 11 exemplos, sete deles ligados a Israel; a Declaração de Jerusalém, assinada por especialistas em Holocausto e estudos judaicos, responde que criticar o sionismo como forma de nacionalismo não é, em si, antissemita, embora a hostilidade a Israel possa às vezes expressar ódio aos judeus45. As duas posições têm defensores de peso, e o debate segue aberto.

  • O sionismo é um colonialismo de povoamento? Debate acadêmico e político aberto: o movimento palestino e muitos pesquisadores dizem que sim; outros, como Alan Dowty, dizem que não havia metrópole.
  • Onde termina a crítica ao sionismo e começa o antissemitismo? A definição da IHRA e a Declaração de Jerusalém respondem de modos diferentes; não há consenso.
  • A Corte Internacional de Justiça vai concluir que houve genocídio em Gaza? O caso aberto pela África do Sul está em andamento; uma comissão de inquérito da ONU já concluiu que sim, mas isso não é sentença.
  • Dois Estados, um Estado ou nenhum acordo? A ONU defende a solução de dois Estados; a ocupação, os assentamentos e a guerra em Gaza tornam o desfecho incerto.
  • Quem provocou os incêndios de 2026 em Chubut? A promotoria vê ação humana deliberada e investiga uma disputa por terras; as hipóteses de soldados israelenses e de grupos mapuches foram descartadas.

Patagônia: o "Plano Andinia", os incêndios e as leis de terras

Na Argentina e no Chile circula há décadas a ideia de que judeus ou o Estado de Israel planejam tomar a Patagônia para fundar ali um segundo Estado judeu. É o chamado Plano Andinia. A teoria existe desde os anos 1960; segundo o historiador Ernesto Bohoslavsky, do Conicet, é herdeira dos Protocolos dos Sábios de Sião, o panfleto antissemita forjado no fim do século XIX73. Nenhuma prova de um plano assim jamais apareceu, e as entidades judaicas argentinas o tratam como libelo antissemita74.

A teoria voltou com força nos incêndios do verão de 2026. O fogo de El Hoyo e Epuyén, em Chubut, começou em 5 de janeiro; a promotoria viu sinais de ação humana deliberada, e os incêndios da região queimaram mais de 15 mil hectares75. Nas redes, espalhou-se que "soldados israelenses disfarçados de turistas" teriam ateado o fogo. O promotor-chefe de Lago Puelo disse que essa acusação, assim como a que culpava grupos mapuches, era invenção; a investigação apontava para uma disputa por terras, e o vídeo viral do suposto soldado tinha sido gravado em outra província, Santa Cruz76. Checadores de fatos não acharam nenhuma prova da versão israelense, e a granada exibida como "israelense" era de fabricação argentina77. O que existe de real é a presença de muitos mochileiros israelenses na região e um caso concreto: em 2011, um turista israelense foi acusado de causar por descuido o grande incêndio de Torres del Paine, no Chile, e evitou a condenação com um acordo e uma multa78. Um caso de negligência não é prova de plano.

As leis de terras também são reais, e por isso alimentam a suspeita. A Lei de Manejo do Fogo (26.815) proíbe por 60 anos mudar o uso ou lotear áreas queimadas79. O governo Milei tentou derrubar essa trava, mas o Senado a manteve em agosto de 2026 e também tirou do projeto a venda de terras a estrangeiros80. Por outro caminho, o decreto 70/2023 revogou a Lei de Terras Rurais, que limitava a 15% as terras rurais em mãos estrangeiras81, e em setembro de 2026 a Suprema Corte derrubou, por questão processual, a decisão que barrava essa revogação82. Abrir a terra a compradores estrangeiros é uma decisão política discutível; nada nas fontes liga isso a um plano sionista.

O Brasil e o sionismo

O Brasil teve papel direto no nascimento de Israel. As sessões da ONU que aprovaram a partilha de 1947 foram presididas por Osvaldo Aranha, chefe da missão brasileira, que fez manobras para evitar que a sessão fosse adiada43. Depois das guerras de 1967 e 1973 e do choque do petróleo, a diplomacia brasileira se aproximou dos países árabes44, e em 1975 o Brasil votou a favor da resolução da ONU que chamou o sionismo de racismo26. Em 1991, o país esteve entre os autores da proposta que revogou aquela resolução27. Em 1º de dezembro de 2010, o presidente Lula reconheceu o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental72.

Em números

Primeiro Congresso Sionista
Basileia, 1897 3
População judaica da Palestina
84 mil (1922) → 608 mil (1946) 13
Terra de propriedade judaica
2,5% (1917) → 6,2% (1947) da área total 14
Plano de partilha da ONU (1947)
56% do território para 32% da população 18
Território sob Israel após 1948
77% da Palestina do Mandato 15
Refugiados palestinos de 1948
cerca de 726 mil até o fim de 1949 16
Refugiados palestinos registrados hoje
mais de 5 milhões (UNRWA, com descendentes) 23
Colonos na Cisjordânia (2023)
cerca de 465 mil, mais cerca de 230 mil em Jerusalém Oriental 29
Resolução 3379 da ONU (1975)
72 a favor, 35 contra, 32 abstenções 26
Proibição de mudar o uso de área queimada (Argentina)
60 anos (Lei 26.815, art. 22 bis) 79

Equívocos frequentes

  • Sionismo e judaísmo são a mesma coisa. Judaísmo é uma religião e uma tradição milenar; o sionismo é um movimento político do fim do século XIX. Houve e há judeus contrários ao sionismo, como os rabinos reformistas que, em 1885, recusaram a ideia de nação e de retorno à Palestina.
  • A Palestina era uma terra vazia antes do sionismo. Em 1917, árabes cristãos e muçulmanos eram mais de 90% da população e possuíam cerca de 97% da terra. O próprio Ahad Ha'am advertiu os sionistas de que havia outro povo ali.
  • Herzl só pensava na Palestina. Em O Estado Judeu (1896), ele comparou a Palestina e a Argentina e disse que aceitaria o que fosse dado. Basileia fixou a Palestina como meta um ano depois.
  • A ONU ainda define o sionismo como racismo. A Resolução 3379, de 1975, foi revogada pela Resolução 46/86, em 1991.
  • Os árabes aceitaram a partilha de 1947 e depois mudaram de ideia. Os árabes rejeitaram o plano desde o início, por considerá-lo injusto: ele dava 56% do território a 32% da população.
  • Os refugiados de 1948 têm direito reconhecido de voltar e isso já foi resolvido. A ONU pediu o retorno ou a indenização em dezembro de 1948, mas o retorno nunca foi permitido; a UNRWA registra hoje mais de 5 milhões de refugiados.
  • Existe um plano sionista para tomar a Patagônia, e soldados israelenses disfarçados de turistas provocaram os incêndios de 2026. O "Plano Andinia" é uma teoria conspiratória antissemita que circula desde os anos 1960, sem prova alguma. A promotoria de Chubut descartou a hipótese dos soldados israelenses, e checadores de fatos mostraram que as "provas" das redes eram falsas ou fora de contexto.
  • O Plano Uganda foi uma invenção de antissionistas. A oferta britânica de terras na África Oriental, em 1903, aconteceu de fato e rachou o Sexto Congresso Sionista; o território ficava no atual Quênia, não em Uganda.

Perguntas frequentes

Quem criou o sionismo?

O fundador do sionismo político foi Theodor Herzl, autor de O Estado Judeu (1896). Antes dele já havia grupos de emigração para a Palestina, mas foi ele quem convocou o Primeiro Congresso Sionista, em 1897.

Por que a Palestina?

Os líderes sionistas invocavam o vínculo histórico dos judeus com a terra, onde seus antepassados viveram dois mil anos antes. Herzl chegou a considerar a Argentina, mas o congresso de Basileia fixou a Palestina como meta.

O que foi a Declaração Balfour?

Uma carta do governo britânico, de 2 de novembro de 1917, apoiando um "lar nacional para o povo judeu" na Palestina. Ela foi incorporada ao Mandato Britânico em 1922.

O que é a Nakba?

É a palavra árabe para catástrofe, usada pelos palestinos para o deslocamento em massa e a perda de terras na guerra de 1948, quando cerca de 726 mil pessoas viraram refugiadas.

A ONU já chamou o sionismo de racismo?

Sim. A Resolução 3379, de 1975, determinou que o sionismo é uma forma de racismo; o Brasil votou a favor. Em 1991, a Resolução 46/86 revogou essa determinação.

Qual foi o papel do Brasil na criação de Israel?

O diplomata Osvaldo Aranha presidiu as sessões da Assembleia Geral da ONU que aprovaram a partilha da Palestina em 1947.

O que diz a Lei do Estado-Nação de 2018?

Que Israel é o Estado-nação do povo judeu, que o direito à autodeterminação nacional ali é exclusivo dos judeus e que o assentamento judaico é valor nacional.

O que a Corte Internacional de Justiça decidiu em 2024?

Num parecer consultivo, concluiu que a presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilegal e deve acabar o mais rápido possível.

Todo judeu é sionista?

Não. Desde o início houve judeus contrários ao sionismo, como os rabinos reformistas de 1885, e hoje há judeus sionistas, não sionistas e antissionistas.

O que é o Plano Andinia?

Uma teoria conspiratória antissemita, surgida na Argentina nos anos 1960, segundo a qual judeus planejam tomar a Patagônia. Nunca houve prova, e ela ressurgiu nos incêndios de 2026 com acusações falsas contra turistas israelenses.

Existem judeus ortodoxos contra Israel?

Sim. Grupos ultraortodoxos como o Neturei Karta, apoiado por seguidores do rabino de Satmar, não reconhecem o Estado de Israel por razões religiosas e defendem a devolução da terra aos palestinos.

Quando o Brasil reconheceu o Estado da Palestina?

Em 1º de dezembro de 2010, por carta do presidente Lula a Mahmoud Abbas, nas fronteiras de 1967 e com Jerusalém Oriental.

Trilha de estudo

  1. Nasser nacionalizou o Canal de Suez em 1956 e Reino Unido, França e Israel invadiram o Egito — Em 1956, Israel invadiu o Egito ao lado do Reino Unido e da França depois da nacionalização do Canal de Suez.

Evidências

  • Fato estabelecido: O movimento sionista buscava criar um Estado judeu na Palestina. [8] 1º parágrafo
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Theodor Herzl, fundador do movimento sionista, escreveu O Estado Judeu em 1896, movido pelo antissemitismo e pelos pogroms na Europa Oriental. [5] seção sobre a Declaração Balfour
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: O Primeiro Congresso Sionista, em Basileia (1897), declarou que o objetivo do sionismo era criar para o povo judeu um lar na Palestina garantido pelo direito público. [5] seção sobre a Declaração Balfour
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Herzl criticou a infiltração gradual de colonos judeus, preferia obter soberania sobre um território e considerou duas terras possíveis, a Palestina e a Argentina, e escreveu que aceitariam o que lhes fosse dado e o que a opinião pública judaica escolhesse. [9] cap. II, "Palestine or Argentine?"
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Herzl ofereceu ao sultão otomano organizar as finanças da Turquia em troca da Palestina e descreveu o futuro Estado como parte de uma muralha da Europa contra a Ásia, um posto avançado da civilização contra a barbárie. [9] cap. II, "Palestine or Argentine?"
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em seu diário, Herzl resumiu Basileia assim: em Basileia fundei o Estado judeu. [5] seção sobre a Declaração Balfour (citação do diário de Herzl)
    Limitações: Citação do diário de Herzl reproduzida no estudo da ONU; não lemos o diário. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: O termo pogrom passou a ser usado de forma corrente com os ataques antijudaicos de 1881 a 1884 no sul e no oeste do Império Russo, após o assassinato do czar Alexandre II. [18] 1º bloco
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Estimativa: Em 1933, a Europa tinha cerca de 9,5 milhões de judeus, mais de 60% dos judeus do mundo, e a maioria vivia no Leste europeu. [19] 1º parágrafo
    Estimativa do American Jewish Yearbook citada pelo museu. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Evidência forte: Os colonos sionistas da primeira e da segunda aliá (1881–1914) chamavam a si mesmos de colonos, palavra que então não tinha o peso negativo de hoje. [22] § sobre colonialismo de povoamento
    Conferida na fonte (texto integral (lido com curl; a conferência mecânica em Node falha porque o servidor da UW envia cadeia de certificado incompleta)), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: A Declaração Balfour, de 2 de novembro de 1917, dizia que o governo britânico via com simpatia o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, sem prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas. [1] texto da carta
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Estimativa: Na época da Declaração Balfour, árabes cristãos e muçulmanos eram mais de 90% da população da Palestina e possuíam cerca de 97% da terra; o texto os chamou apenas de comunidades não judaicas existentes. [5] seção sobre a Declaração Balfour
    Números do estudo da ONU; o texto da fonte grafa "compromised" (por "comprised"). · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: O Mandato Britânico para a Palestina, aprovado pela Liga das Nações, incorporou a Declaração Balfour e mandou incentivar o assentamento compacto de judeus na terra, inclusive em terras do Estado. [2] Artigo 6 [7] 1917 – 1947: British mandate
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Estimativa: A população judaica da Palestina passou de 84 mil em 1922 para 608 mil em 1946, enquanto a população total foi de 750 mil para quase 1,85 milhão. [5] conclusão da Parte I
    Censos e estimativas britânicos citados pelo estudo da ONU. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Estimativa: A terra de propriedade judaica passou de 2,5% da área da Palestina em 1917 para 6,2% em 1947, e a fatia judaica da população subiu de cerca de 9% para cerca de 32%. [6] introdução da Parte II
    Números do estudo da ONU. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Consenso científico: Na guerra de 1948, mais da metade da população árabe palestina fugiu ou foi expulsa, e o novo Estado de Israel passou a controlar 77% do território da Palestina do Mandato. [7] 1947 – 1977
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Estimativa: Os refugiados palestinos da guerra de 1948 foram estimados em 726 mil até o fim de 1949. [6] seção sobre a guerra de 1948
    Estimativa citada pela ONU; a literatura histórica costuma usar a faixa de 700 mil a 750 mil. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Nakba significa catástrofe em árabe e designa o deslocamento em massa e a perda de bens dos palestinos durante a guerra árabe-israelense de 1948. [8] 1º parágrafo
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: A Resolução 181 da ONU, de 29 de novembro de 1947, propôs dividir a Palestina num Estado árabe e num judeu, com Jerusalém sob regime internacional; os árabes rejeitaram o plano, que dava 56% do território a 32% da população. [3] Parte I, A, 3 [6] seção sobre a partilha [8] 2º parágrafo
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: A Declaração de Independência de Israel, de 14 de maio de 1948, invocou o direito natural do povo judeu a um Estado soberano e prometeu igualdade completa de direitos sociais e políticos a todos os habitantes, sem distinção de religião, raça ou sexo. [4] texto da declaração
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em março de 1948, o comando da Haganá preparou o Plano D (Dalet), que substituiu os planos A, B e C. [6] seção sobre a guerra de 1948 (citação de historiador)
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Evidência forte: Em 9 de abril de 1948, unidades do Etzel (Irgun) e do Lehi (Gangue Stern) atacaram a aldeia de Deir Yassin, perto de Jerusalém; um ex-governador militar israelense de Jerusalém chamou o ataque de deliberado e sem provocação, e a Agência Judaica o repudiou publicamente. [6] seção sobre a guerra de 1948 (citação de memórias)
    Limitações: Relato de memórias citado pelo estudo da ONU; o número de mortos não está nesta fonte. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em dezembro de 1948, a Assembleia Geral da ONU decidiu que os refugiados que quisessem voltar para suas casas e viver em paz com os vizinhos deveriam poder fazê-lo, e que os demais deveriam ser indenizados (Resolução 194). [13] § 11
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Estimativa: Segundo a agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), há mais de 5 milhões de refugiados palestinos espalhados pelo Oriente Médio. [8] 3º parágrafo
    Número da UNRWA citado pela ONU; inclui descendentes registrados. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Consenso científico: Na guerra de 1967, Israel ocupou a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, depois anexada; cerca de meio milhão de palestinos foram deslocados nesse segundo êxodo. [7] 1947 – 1977
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: A Carta Nacional Palestina de 1968 definiu o sionismo como movimento político ligado ao imperialismo internacional, racista e colonial em seus objetivos. [15] Artigo 22
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em 10 de novembro de 1975, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 3379, que determinou que o sionismo é uma forma de racismo e de discriminação racial, por 72 votos a 35, com 32 abstenções; o Brasil votou a favor. [10] parte dispositiva [26] votação de 1975
    Limitações: O voto do Brasil consta da lista "In favour" de 1975 na página do Ministério das Relações Exteriores de Israel. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em 16 de dezembro de 1991, a Resolução 46/86 revogou a determinação da 3379; o Brasil foi um dos países que apresentaram a proposta. [26] texto da 46/86
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: A Lei Básica do Estado-Nação, de 2018, diz que o direito à autodeterminação nacional em Israel é exclusivo do povo judeu, trata o assentamento judaico como valor nacional e dá ao árabe apenas status especial, com o hebraico como língua do Estado. [11] art. 4(b)
    Limitações: Tradução inglesa não oficial publicada pelo próprio Knesset; o PDF quebra a palavra "self-determination" como "selfdetermination". · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Estimativa: Até 2023, cerca de 465 mil colonos viviam na Cisjordânia, em cerca de 300 assentamentos e postos avançados, e cerca de 230 mil em Jerusalém Oriental. [12] resumo do parecer, contexto
    Números citados pela CIJ a partir de relatórios. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em 19 de julho de 2024, a Corte Internacional de Justiça concluiu, por 11 votos a 4, que a presença continuada de Israel no Território Palestino Ocupado é ilegal e deve acabar o mais rápido possível. [12] dispositivo, ponto 3
    Limitações: Parecer consultivo: não é sentença vinculante entre partes. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: A CIJ considerou que a separação entre colonos e palestinos na Cisjordânia viola o artigo 3 da Convenção sobre a Eliminação da Discriminação Racial, sem chamá-la de apartheid; o juiz Tladi, em declaração própria, disse que se trata de apartheid. [12] declaração do juiz Tladi
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Estimativa: No ataque de 7 de outubro de 2023, segundo fontes israelenses citadas pela comissão de inquérito da ONU, mais de 1.200 pessoas foram mortas em Israel por grupos armados palestinos, ao menos 809 delas civis, e ao menos 252 foram levadas a Gaza como reféns; o braço armado do Hamas liderou o ataque. [24] § 24
    Números de fontes israelenses, conforme a comissão. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em 2025, um comitê de revisão da Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC) confirmou fome (fase 5) na província de Gaza, e a comissão de inquérito da ONU concluiu que Israel cometeu genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza. [7] seção 2025
    Limitações: A conclusão de genocídio é da comissão de inquérito; o caso aberto pela África do Sul na CIJ segue em andamento e ainda não tem sentença de mérito. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Ahad Ha'am, a quem o estudo da ONU chama de grande humanista sionista, advertiu em 1914 que os sionistas se irritavam com quem lembrava que havia outro povo vivendo em Eretz Yisrael que não pretendia sair. [5] seção sobre o movimento sionista
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  • Fato estabelecido: Jabotinsky, fundador do sionismo revisionista, escreveu que um acordo voluntário com os árabes era impensável e que a colonização teria de continuar contra a vontade da população nativa, protegida por força. [23] p. 221–222
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  • Fato estabelecido: Jabotinsky fundou em Paris, em 1925, o partido revisionista Ha-Zohar, cujo programa retomava as ideias do ensaio Sobre a muralha de ferro (1923). [23] p. 230 aprox.
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  • Fato estabelecido: Em 1885, os rabinos reformistas reunidos em Pittsburgh declararam que os judeus já não eram uma nação, mas uma comunidade religiosa, e que não esperavam o retorno à Palestina. [20] princípio 5
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  • Fato estabelecido: O Livro Branco britânico de 1939 declarou que não era política do governo transformar a Palestina num Estado judeu, limitou a imigração judaica a 75 mil pessoas em cinco anos e previu um Estado palestino independente em 10 anos. [14] Seção II
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  • Consenso científico: A violência entre a resistência palestina e o projeto sionista chegou ao auge em 1936, com a revolta árabe. [5] seção 1930–1936
    Limitações: O estudo da ONU chama o projeto de "settler State" (Estado de colonos), um enquadramento em debate. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Consenso científico: O Holocausto foi a perseguição e o assassinato sistemáticos, patrocinados pelo Estado, de seis milhões de judeus europeus pelo regime nazista e seus aliados, entre 1933 e 1945. [16] 1º parágrafo
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  • Evidência forte: Até 1948, mais de 100 mil pessoas entraram na Palestina pela imigração clandestina (Aliá Bet), das quais mais de 70 mil eram sobreviventes do Holocausto; os britânicos mantinham mais de 50 mil refugiados judeus em campos em Chipre. [17] seção sobre a interceptação
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em julho de 1947, o navio Exodus 1947 levou 4.500 refugiados judeus da França rumo à Palestina; os britânicos o interceptaram e devolveram os refugiados a campos na Alemanha. [17] seção Exodus 1947
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  • Evidência forte: As sessões da ONU que deram origem à Resolução 181 foram presididas pelo brasileiro Osvaldo Aranha, chefe da missão do Brasil nas Nações Unidas. [25] seção sobre 1947
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Interpretação: Depois das guerras de 1967 e 1973 e do choque do petróleo, a política externa brasileira se voltou para o apoio aos árabes. [25] Introdução
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: A Declaração de Jerusalém sobre Antissemitismo (2021) critica a definição da IHRA, que tem 11 exemplos de antissemitismo, sete deles sobre o Estado de Israel, e afirma que criticar ou se opor ao sionismo como forma de nacionalismo não é, por si só, antissemitismo. [21] Diretriz 13 (exemplos que não são antissemitas)
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Em debate: Para o cientista político Alan Dowty, o sionismo não se encaixa no modelo de colonialismo de povoamento porque não havia metrópole e a maioria dos imigrantes judeus era de refugiados fugindo de perseguição. [22] § sobre colonialismo de povoamento
    Posição de um lado de um debate acadêmico aberto; outros autores descrevem o sionismo como colonialismo de povoamento. · Conferida na fonte (texto integral (lido com curl; a conferência mecânica em Node falha porque o servidor da UW envia cadeia de certificado incompleta)), conferência automatizada
  • Evidência forte: Em 1948 e depois, o sionismo foi talvez a questão mais explosiva entre os judeus sobreviventes nos campos de deslocados da Europa. [27] seção Zionism
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em setembro de 2025, dez países, entre eles Reino Unido, França, Canadá, Austrália e Portugal, anunciaram o reconhecimento de um Estado palestino independente. [7] seção 2025
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em 1993, Israel e a OLP se reconheceram mutuamente e assinaram a Declaração de Princípios (Acordo de Oslo); as negociações sobre o status final, em Camp David (2000) e Taba (2001), não chegaram a acordo. [7] The Peace Process of the 1990s
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Evidência forte: Em Paris, durante a Primeira Guerra Mundial, o governo não levava os sionistas a sério e os principais líderes judeus eram, em sua maioria, abertamente hostis ao movimento, segundo historiador citado pela ONU. [5] seção sobre os esforços junto ao governo britânico (citação de Leonard Stein)
    Limitações: Relato de historiador sionista reproduzido pelo estudo da ONU. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Em debate: Em 1915, a Grã-Bretanha se comprometera com o xerife Hussein de Meca, na carta de Sir Henry McMahon de 24 de outubro, a incluir a Palestina nos limites da independência árabe, segundo documento britânico citado pela ONU. [5] seção sobre os compromissos britânicos
    Se a carta de McMahon incluía a Palestina é discutido há um século; o governo britânico chegou a negar essa leitura. A citação é de um memorando britânico reproduzido pela ONU. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Como a Palestina era parte do Império Otomano, a Organização Sionista evitava a palavra Estado e usava lar. [5] seção sobre a Declaração Balfour
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Consenso científico: Antes da guerra aberta de 1948, milícias judaicas atacaram aldeias palestinas e forçaram milhares a fugir; com o fim do Mandato, a proclamação de Israel e a entrada dos exércitos árabes vizinhos, o conflito virou guerra total. [8] 2º parágrafo
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Menachem Begin, comandante do Irgun, escreveu que o pânico tomou os árabes depois de Deir Yassin e que a lenda do massacre ajudou as forças judaicas, em especial na conquista de Haifa. [6] seção sobre a guerra de 1948 (citação de Begin)
    Limitações: Citação de memórias de Begin reproduzida no estudo da ONU; a atribuição a Begin é do estudo. · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Os líderes sionistas reivindicavam uma ligação histórica com a Palestina porque seus antepassados tinham vivido ali dois mil anos antes, até a dispersão na Diáspora. [5] Introdução
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: A CIJ concluiu que a transferência de colonos israelenses para a Cisjordânia e Jerusalém Oriental contraria a Quarta Convenção de Genebra. [12] paras. 115–119
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: Em 1903, o secretário britânico das Colônias, Joseph Chamberlain, ofereceu a Herzl o planalto de Guas Ngishu, perto de Nairóbi, na África Oriental (e não em Uganda, como ficou conhecido), para um assentamento judeu sob a bandeira britânica. [28] 1º parágrafo
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Interpretação: O Sexto Congresso Sionista, em agosto de 1903, viveu uma crise em torno da proposta de mandar uma comissão de inquérito à África Oriental; a Encyclopaedia Judaica sustenta que Herzl nunca abandonou a Palestina e via a oferta como forma de obter o reconhecimento britânico. [28] 1º parágrafo
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  • Fato estabelecido: O projeto da África Oriental morreu depois que os colonos brancos do Quênia protestaram contra a ideia de um assentamento judeu e o Foreign Office mudou de posição. [28] 2º parágrafo
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  • Fato estabelecido: O Po'alei Zion foi o movimento que tentou unir sionismo e socialismo apoiado no proletariado judeu; surgiu na Rússia no fim do século XIX e formou uma união mundial em 1907. [30] 1º parágrafo
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  • Fato estabelecido: O kibutz é uma comunidade coletiva voluntária, sobretudo agrícola, sem propriedade privada; o primeiro surgiu em 1909, em Degânia, e até 1914 já havia 11, instalados em terras do Fundo Nacional Judaico sob responsabilidade da Organização Sionista. [31] 2º parágrafo
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  • Fato estabelecido: A Histadrut, central sindical fundada em 1920, chamou-se Federação Geral do Trabalho Judaico até 1966; trabalhadores árabes só foram admitidos como membros plenos a partir de 1960. [32] seção Constituição
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  • Fato estabelecido: O Mizrachi, movimento do sionismo religioso, foi fundado em 1902 como facção religiosa da Organização Sionista Mundial, com o lema "a Terra de Israel para o povo de Israel segundo a Torá de Israel". [29] 1º parágrafo
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  • Fato estabelecido: Em 1956, o Mizrachi e o Ha-Po'el ha-Mizrachi se uniram no Partido Nacional Religioso, que participou de coalizões de governo em Israel. [29] seção sobre o Partido Nacional Religioso
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: O Gush Emunim, fundado em 1974 por jovens do sionismo religioso, via o Estado de Israel como início da Redenção e, na prática, dedicou-se a criar assentamentos nos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias. [33] 1º parágrafo
    Limitações: A Encyclopaedia Judaica usa a palavra "libertadas" para os territórios; o direito internacional os trata como ocupados (ver a30). · Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: O Bund, partido socialista judeu do Leste europeu, defendia a vida judaica onde os judeus já viviam e se opunha frontalmente ao sionismo, que classificava como reacionário e burguês. [35] seção sobre a ideologia
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: O Neturei Karta, grupo ultraortodoxo concentrado em Jerusalém, considera pecado e negação de Deus a criação de um Estado judeu secular e não reconhece o Estado de Israel. [34] 1º parágrafo
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  • Fato estabelecido: O Neturei Karta manifesta-se contra organizações sionistas sempre que pode, defende a devolução da Terra de Israel aos palestinos e recebe apoio de discípulos do rabino de Satmar nos Estados Unidos. [34] último parágrafo
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  • Fato estabelecido: A Jewish Voice for Peace, organização judaica dos Estados Unidos, declara-se antissionista e diz combater o sionismo "porque ama os judeus, a judeidade e o judaísmo". [36] FAQ
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  • Evidência forte: Em 17 de junho de 2026, a polícia do distrito de Tel Aviv usou granadas de efeito moral e cassetetes contra ultraortodoxos da Facção de Jerusalém que bloqueavam a Rodovia 4, perto de Bnei Brak, em protesto contra a prisão de estudantes de yeshivá que recusavam o alistamento; oito manifestantes receberam atendimento médico. [47] 2º parágrafo
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  • Evidência forte: Depois de um vídeo que mostrava um policial chutando a cabeça de um manifestante ultraortodoxo caído, a corregedoria abriu investigação e a própria polícia admitiu que comandantes e agentes agiram contra os procedimentos. [48] 3º parágrafo
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  • Fato estabelecido: O Brasil reconheceu o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental, por carta do presidente Lula a Mahmoud Abbas em 1º de dezembro de 2010. [37] seção sobre o reconhecimento
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  • Evidência forte: A teoria segundo a qual Israel quer se apropriar da Patagônia e criar ali um Estado judeu, conhecida como Plano Andinia, circula desde os anos 1960; segundo o historiador Ernesto Bohoslavsky, do Conicet, ela descende dos Protocolos dos Sábios de Sião. [39] § sobre o Plano Andinia
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  • Fato estabelecido: A Organização Sionista Argentina e a DAIA negaram que israelenses tenham provocado os incêndios de 2026 e chamaram o Plano Andinia de libelo antissemita. [39] § sobre as organizações judaicas
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  • Fato estabelecido: O incêndio de El Hoyo e Epuyén, em Chubut, começou em 5 de janeiro de 2026; a promotoria viu indícios de ação humana deliberada, e os incêndios da região queimaram mais de 15 mil hectares. [38] § sobre o comunicado da promotoria [39] 1º parágrafo
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  • Evidência forte: O promotor-chefe de Lago Puelo, Carlos Díaz Mayer, disse que as acusações contra soldados israelenses e contra grupos mapuches eram invenção; a investigação apontava para uma disputa por terras, e o vídeo viral do suposto soldado foi gravado em Santa Cruz. [38] resumo
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  • Evidência forte: Checadores de fatos não encontraram nenhuma prova de que soldados israelenses disfarçados de turistas tenham provocado os incêndios; a granada apresentada como israelense nas redes tinha sido fabricada pela estatal argentina Fabricaciones Militares. [40] 1º parágrafo [39] § sobre a granada
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  • Evidência forte: Em 2011, um turista israelense foi acusado de causar, por descuido, o grande incêndio do Parque Nacional Torres del Paine, no Chile; em 2012 ele evitou a condenação penal com um acordo que incluiu pagar 4,85 milhões de pesos à Conaf e trabalho voluntário. [49] 2º parágrafo
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  • Fato estabelecido: A Lei de Manejo do Fogo da Argentina (Lei 26.815) proíbe por 60 anos mudar o uso, lotear ou vender para empreendimentos as áreas de bosque, áreas protegidas e áreas úmidas atingidas por incêndio. [42] art. 22 bis
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Evidência forte: O governo Milei tentou retirar essas restrições no projeto de Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada, mas, na votação do Senado de 6 de agosto de 2026, o capítulo sobre o fogo e o capítulo sobre venda de terras a estrangeiros ficaram de fora; em janeiro de 2026 a lei do fogo seguia em vigor. [43] § sobre o capítulo de terras [41] 1º parágrafo
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Fato estabelecido: O decreto 70/2023 de Milei revogou a Lei de Terras Rurais (Lei 26.737), que limitava a 15% a parcela de terras rurais em mãos estrangeiras. [44] art. 154 [46] § sobre a lei
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada
  • Evidência forte: Em setembro de 2026, a Suprema Corte argentina derrubou a decisão que havia declarado inconstitucional essa revogação, por falta de legitimidade de quem processou, sem julgar o mérito. [45] 1º parágrafo [46] § sobre a decisão
    Conferida na fonte (texto integral), conferência automatizada

Referências

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    Arthur James Balfour · 1917-11-02 · Fonte histórica primária · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
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    Liga das Nações · 1922-07-24 · Fonte histórica primária · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  3. The Avalon Project, Yale Law School — United Nations General Assembly Resolution 181 (Partition Plan)
    Assembleia Geral da ONU · 1947-11-29 · Fonte histórica primária · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  4. The Avalon Project, Yale Law School — Declaration of Israel's Independence 1948
    Conselho Nacional Judaico (Moetzet ha-Am) · 1948-05-14 · Fonte histórica primária · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
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  6. Nações Unidas, Question of Palestine (UNISPAL) — Origins and Evolution of the Palestine Problem: 1947-1977 (Part II)
    Divisão dos Direitos Palestinos, Secretariado da ONU · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  7. Nações Unidas, Question of Palestine (UNISPAL) — History of the Question of Palestine
    Divisão dos Direitos Palestinos, Secretariado da ONU · 2026-02-24 · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
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    Divisão dos Direitos Palestinos, Secretariado da ONU · 2025-05-21 · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
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    Grupo de especialistas em estudos do Holocausto, judaicos e do Oriente Médio, convocado pelo Van Leer Jerusalem Institute · 2021 · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  22. Stroum Center for Jewish Studies, University of Washington — Why Israel isn't a settler colonial state
    Alan Dowty · 2022-11-10 · Divulgação científica · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  23. Israel Studies 29.2 (cópia no site do Jabotinsky Institute) — The Iron Wall Revisited: Utopian Paradigms in Jabotinsky's Conception of Zionism, Circa 1923
    Brian (Yossi) Horowitz · 2024 · Artigo científico original · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026 DOI 10.2979/is.00024215
  24. Conselho de Direitos Humanos da ONU — Detailed findings on attacks carried out on and after 7 October 2023 in Israel (A/HRC/56/CRP.3)
    Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado e Israel · 2024-06-10 · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  25. Revista Perspectiva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul — O Pragmatismo Brasileiro Perante o Conflito Árabe-Israelense
    Greice Caroline Silva de Souza; Joana Soares Cordeiro Lopes; Júlia Deves Dullius · Artigo científico original · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  26. Ministério das Relações Exteriores de Israel (cópia arquivada no Internet Archive em 2009) — General Assembly Resolution 46/86, Revocation of Resolution 3379, 16 December 1991 (com as votações de 1975 e 1991)
    Ministério das Relações Exteriores de Israel · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  27. United States Holocaust Memorial Museum, Holocaust Encyclopedia — Displaced Persons
    United States Holocaust Memorial Museum · Livro ou obra de referência · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  28. Encyclopaedia Judaica (2ª ed.), via Encyclopedia.com — Uganda Scheme
    Encyclopaedia Judaica · Livro ou obra de referência · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  29. Encyclopaedia Judaica (2ª ed.), via Encyclopedia.com — Mizrachi
    Encyclopaedia Judaica · Livro ou obra de referência · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  30. Encyclopaedia Judaica (2ª ed.), via Encyclopedia.com — Po'alei Zion
    Encyclopaedia Judaica · Livro ou obra de referência · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  31. Encyclopaedia Judaica (2ª ed.), via Encyclopedia.com — Kibbutz Movement
    Encyclopaedia Judaica · Livro ou obra de referência · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  32. Encyclopaedia Judaica (2ª ed.), via Encyclopedia.com — Histadrut
    Encyclopaedia Judaica · Livro ou obra de referência · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
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    Encyclopaedia Judaica · Livro ou obra de referência · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  36. Jewish Voice for Peace (organização judaica antissionista dos EUA) — About Us
    Jewish Voice for Peace · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  37. Revista Tensões Mundiais, Universidade Estadual do Ceará — Brazil's recognition of Palestinian State in 2010
    Rasem S. M. Bisharat · Artigo científico original · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  38. Chequeado (checagem de fatos, Argentina; membro da IFCN) — Ni israelíes ni mapuches: qué se sabe sobre el origen de los incendios producidos en Chubut y los posibles responsables
    Chequeado · 2026-01 · Reportagem · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  39. AFP, publicada por SWI swissinfo.ch (SRG SSR) — Los incendios en la Patagonia argentina reviven viejas narrativas antisemitas
    AFP · 2026-01 · Reportagem · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  40. Fundación Maldita.es (checagem de fatos, Espanha; membro da IFCN) — Qué sabemos sobre si los incendios en la Patagonia argentina han sido provocados por Israel con la connivencia de Milei
    Maldita.es · 2026-01-13 · Reportagem · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  41. EFE, publicada por SWI swissinfo.ch (SRG SSR) — Milei no ha derogado la Ley de Manejo del Fuego, aunque el oficialismo propone modificarla
    EFE Verifica · 2026-01-22 · Reportagem · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  42. InfoLEG, Ministerio de Justicia de la Argentina — Ley 26.815 – Manejo del Fuego (texto actualizado)
    Congreso de la Nación Argentina · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  43. Diario Espacio de Opinión (San Juan, Argentina) — Incendios y tierras: el Senado retiró el capítulo que permitía modificar el uso de terrenos afectados por el fuego
    Diario Espacio de Opinión · 2026-08 · Reportagem · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  44. InfoLEG, Ministerio de Justicia de la Argentina — Decreto de Necesidad y Urgencia 70/2023 – Bases para la Reconstrucción de la Economía Argentina
    Poder Ejecutivo Nacional (Javier Milei) · 2023-12-20 · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  45. Parlamentario.com (Argentina) — La Corte revocó el fallo que declaró inconstitucional la derogación de la Ley de Tierras en el DNU 70/23
    Parlamentario.com · 2026-09-29 · Reportagem · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  46. Chequeado (checagem de fatos, Argentina; membro da IFCN) — Qué se sabe sobre la derogación de la Ley de Tierras y el fallo de la Corte Suprema
    Chequeado · 2026-09 · Reportagem · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  47. JFeed (Israel) — Police Violence at Haredi Protest Sparks Crisis
    Chaya Mushka Rubenstein · 2026-06-17 · Reportagem · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  48. JFeed (Israel) — Israeli Cop Investigated After Video Shows Him Kicking Haredi Protester in the Head
    Jfeed Staff · 2026-06-25 · Reportagem · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026
  49. Radio Cooperativa (Chile) — Turista israelí evitó condena por incendio en Torres del Paine tras pagar 4,8 millones
    Redacción Cooperativa · 2012-02-08 · Reportagem · lida na íntegra · consultada em 02/11/2026

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  • Quantos judeus e árabes vivem hoje em Israel? (pendente)
  • O sionismo cristão (pendente)

Revisão

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Histórico de alterações
  • Versão 5 · 03/11/2026 — Uma ilustração real por seção.
  • Versão 4 · 03/11/2026 — Correntes trabalhista e religiosa, Plano Uganda, judeus antissionistas, Patagônia e Brasil 2010.
  • Versão 3 · 03/11/2026 — Capa sem cortar o rosto de Herzl.
  • Versão 2 · 03/11/2026 — Primeira versão.
  • Versão 1 · 03/11/2026 — primeira versão

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