Astronomia

Valles Marineris, cânion de Marte com 3.000 a 4.000 km: grábens ligados a Tharsis e depósitos de sulfato

Publicado em 13/10/2026 · Última alteração em 13/10/2026

Valles Marineris é um sistema de cânions de Marte a leste da região vulcânica de Tharsis, com entre 3.000 e mais de 4.000 km de comprimento, conforme a fonte. A hipótese principal é tectônica: uma rachadura aberta há bilhões de anos, com grábens associados ao abaulamento de Tharsis, e paredes remodeladas por deslizamentos. A origem exata segue sem consenso.

Um gráben é um bloco de crosta que afunda entre duas falhas paralelas; vários deles juntos formam um vale alongado. Em Marte, a região de Tharsis é um enorme abaulamento vulcânico, e os grábens ao seu redor se abriram de forma radial. Valles Marineris foi identificado pela sonda Mariner 9 e é formado por vários cânions, chamados chasmata (no singular, chasma). Suas paredes expõem lavas em camadas e crosta muito antiga, e no piso há montes de rocha estratificada. Este artigo trata da origem da estrutura; a água de Marte está em outro texto.

Nome de sonda

O cânion foi batizado em homenagem à Mariner 9, a primeira nave a orbitar outro planeta. Ela mapeou 85% da superfície de Marte e enviou mais de 7.000 imagens, segundo a NASA, entre elas as de Olympus Mons.

Quão grande é, afinal

Os números variam por fonte. A NASA dá cerca de 3.870 km de comprimento, 600 km de largura máxima e 9,3 km de profundidade em um texto de 2008, e mais de 4.000 km, 200 km e mais de 7 km em outra página. A ESA fala em cerca de 3.000 km. Como as páginas não explicam o critério, o mais seguro é uma faixa. O Grand Canyon do Arizona tem 800 km, 30 km e 1,8 km nas mesmas medidas, segundo a NASA.

Um rifte ligado a Tharsis

Grábens radiais em torno de Tharsis se formaram quando o abaulamento vulcânico se ergueu, segundo a ESA, e a NASA registra como hipótese principal uma rachadura aberta com o resfriamento do planeta. Isso é hipótese: a própria NASA diz que a origem é desconhecida. Os deslizamentos de terra remodelaram a base das paredes, mas as fontes lidas não medem quanto o cânion cresceu por erosão.

Como sabemos: o que as paredes mostram

Nenhuma nave desceu ao cânion; o que se sabe vem de órbita. A câmera HiRISE fotografa detalhes e o espectrômetro CRISM identifica minerais pela luz refletida. Com eles, pesquisadores viram basaltos em camadas no alto das paredes e crosta antiga embaixo, além de diques. O limite é que isso vale para trechos analisados, sobretudo no leste; o oeste do sistema segue menos claro, segundo o mesmo resumo de 2011.

Sulfatos e a idade dos depósitos

Montes claros e estratificados de cerca de um quilômetro de altura são feitos de sulfatos em vários cânions; em Ius Chasma, os sulfatos se misturam a argilas e sílica hidratada. Sua origem segue em aberto: lava, sedimentos de lago ou poeira e cinza são as opções citadas pela HiRISE, e um estudo defende que são mais jovens que a abertura do cânion. Isso é hipótese de uma equipe, não consenso.

Como sabemos

Medidas e descrições vêm de páginas institucionais; a origem é hipótese e há resumo de congresso e fonte de 2008 como base.

Em debate: A NASA diz que a origem permanece desconhecida; a rachadura por resfriamento é a hipótese principal. A origem dos depósitos claros (lavas, sedimentos de lago, poeira ou cinza) e a idade deles em relação ao cânion também são discutidas.

Fontes

  1. NASA — Valles Marineris: The Grand Canyon of Mars
    NASA · 2008-03-23 · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
  2. Agência Espacial Europeia (ESA) — Candor Chasma, nadir view (Mars Express)
    ESA / DLR / FU Berlin · 2008 · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
  3. NASA/JPL (Photojournal) — Light-Toned Materials along the Floor and Walls of Ius Chasma (PIA25982)
    NASA/JPL-Caltech/University of Arizona · 2022 · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
  4. Université Claude Bernard Lyon / Brown University (EGU General Assembly 2011) — Evidence of Preserved Noachian Crust and Major Geologic Transitions in the Walls of Valles Marineris, Mars
    Flahaut, J. et al. · 2011 · Artigo científico original · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
  5. HiRISE, University of Arizona — Floor of Ius Chasma (PSP_002538_1720)
    HiRISE · 2007 · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
  6. NASA — Mariner 9
    NASA · s.d. · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 1 · 13/10/2026 — Primeira versão (produção 1.000, lote 7; conferência de trechos automatizada)

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