Espaço e exploração

TRAPPIST-1: sete planetas do tamanho da Terra em torno de uma estrela pouco maior que Júpiter

Publicado em 06/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026

A cerca de 40 anos-luz, na constelação de Aquário, a estrela TRAPPIST-1 abriga sete planetas de tamanho próximo ao da Terra, de b a h. A estrela tem só 8% da massa do Sol, e todos os planetas orbitam mais perto dela do que Mercúrio do Sol. Três deles, e, f e g, estão na zona habitável: a faixa em que poderia haver água líquida na superfície.

O sistema foi anunciado em fevereiro de 2017, com dados do telescópio TRAPPIST-Sul, do Very Large Telescope do ESO e do telescópio espacial Spitzer, da NASA. TRAPPIST-1 é uma anã ultrafria, só um pouco maior que Júpiter. Por isso as órbitas são compactas e lembram mais o sistema de luas galileanas de Júpiter do que o Sistema Solar interno. Os planetas estão em relações de quase ressonância, o que sugere que se formaram mais longe da estrela e migraram para dentro. Estar na zona habitável não significa ter oceanos: é só uma condição necessária para água líquida, e depende de atmosfera.

O Webb olhou para o planeta mais interno

Em 2023, o telescópio espacial James Webb mediu a temperatura do lado diurno de TRAPPIST-1b, o planeta mais interno. O resultado mostrou poucos indícios de atmosfera. Planetas rochosos ao redor de anãs vermelhas podem ser mundos nus.

Uma estrela que não se parece com o Sol

TRAPPIST-1 tem cerca de 8% da massa do Sol e tamanho pouco maior que o de Júpiter. É uma anã ultrafria, muito menos luminosa que o Sol. Por isso a zona habitável fica perto dela, e planetas com órbitas curtas, como e, f e g, podem receber energia comparável à de planetas temperados.

Órbitas apertadas, orquestradas

As órbitas cabem dentro de uma distância menor que a de Mercúrio ao Sol. O ESO compara a escala do sistema à das luas galileanas de Júpiter. O JPL descreve, para essas luas, a ressonância 1:2:4 de Ganimedes, Europa e Io, e diz que as relações orbitais de TRAPPIST-1 vêm da formação.

Zona habitável não é habitada

Estar na zona habitável diz apenas que a distância à estrela permite, em tese, água líquida na superfície. O ESO afirma que modelos climáticos indicam que e, f e g poderiam abrigar oceanos. Isso depende de ter atmosfera, e isso continua em investigação.

O que o Webb já testou

A análise do lado diurno de TRAPPIST-1b, o planeta mais interno, mostrou poucos indícios de atmosfera, segundo a NASA. É um resultado sobre um único planeta quente. Ele não permite concluir nada sobre os planetas da zona habitável, que ainda dependem de novas observações.

Como sabemos

Fatos centrais confirmados em páginas oficiais de NASA, ESO e JPL; sem números não verificados.

Fontes

  1. NASA Science — TRAPPIST-1 System
    consultada em 06/10/2026
  2. ESO — Seven Earth-sized planets orbit nearby ultracool dwarf star (eso1706)
    consultada em 06/10/2026
  3. NASA JPL — Astronomers Confirm Orbital Details of TRAPPIST-1h
    consultada em 06/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 2 · 06/10/2026 — Galeria de natureza: 5 imagem(ns) real(is) do Commons
  • Versão 1 · 06/10/2026 — primeira versão

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