Astronomia

O Sol brilha porque funde cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogênio por segundo

Publicado em 04/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026

No núcleo do Sol, a cerca de 15 milhões de °C, prótons se fundem em núcleos de hélio. A cada segundo, cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogênio viram cerca de 596 milhões de toneladas de hélio; as 4 milhões de toneladas que faltam são convertidas em energia, segundo a equação E = mc². É isso que faz o Sol brilhar e o impede de colapsar sob a própria gravidade. A estrela tem cerca de 4,6 bilhões de anos e deve seguir assim por mais cerca de 5 bilhões.

Até o início do século XX não havia explicação para a energia do Sol. Reações químicas, como queimar carvão, o manteriam por apenas cerca de mil anos, segundo os cálculos mencionados pela NASA. Na década de 1930, o físico Hans Bethe propôs a cadeia próton-próton, que explica como o Sol pode brilhar por cerca de 10 bilhões de anos e responde por cerca de 98% de sua energia. Na fusão, quatro prótons formam um núcleo de hélio-4 que pesa cerca de 99,3% da soma dos quatro; a diferença sai como energia. A reação exige temperatura de pelo menos 10 milhões de kelvin, e o núcleo solar está a cerca de 15 milhões de °C. A luz leva cerca de 8 minutos para chegar do Sol à Terra. A idade da estrela, 4,5 a 4,6 bilhões de anos, vem de rochas lunares e meteoritos; o futuro é inferido de modelos de estrelas parecidas.

O que acontece depois

Quando o hidrogênio do núcleo acabar, daqui a cerca de 5 bilhões de anos, o Sol vai se expandir e esfriar, tornando-se uma gigante vermelha cerca de 2 mil vezes mais brilhante que hoje. A ESA diz que isso ferverá os oceanos da Terra e pode até engolir o planeta. Depois, a estrela virará uma anã branca.

O problema da energia

Até o século XX, ninguém sabia o que alimentava o Sol. Se a fonte fosse química, como a queima de carvão, ele duraria cerca de mil anos, segundo os cálculos que a NASA menciona. A resposta veio da física nuclear, com a conversão de massa em energia descrita por Einstein.

A cadeia próton-próton

Na década de 1930, Hans Bethe desenvolveu a teoria da cadeia próton-próton. Quatro prótons formam um núcleo de hélio-4, e o núcleo é cerca de 0,7% mais leve que a soma deles. Essa massa que falta sai como energia. Por segundo, cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogênio viram cerca de 596 milhões de toneladas de hélio.

Quente o bastante

No núcleo, segundo a NASA, os prótons colidem com velocidade suficiente para se unir em um núcleo de hélio. A cadeia próton-próton exige ao menos 10 milhões de kelvin. O núcleo solar tem cerca de 15 milhões de °C. Já a superfície, a cerca de 5.500 °C, é a parte que vemos; sua luz leva cerca de 8 minutos para chegar à Terra.

Idade e futuro

A idade do Sol, de 4,5 a 4,6 bilhões de anos, é inferida de rochas lunares e meteoritos. Estrelas semelhantes queimam por 9 a 10 bilhões de anos no total, o que deixa cerca de 5 bilhões para o Sol. Depois disso, ele se tornará uma gigante vermelha e, mais tarde, uma anã branca.

Como sabemos

Física da fusão e números do Sol conferidos em páginas da NASA e da ESA; as previsões de futuro são estimativas de modelos.

Fontes

  1. NASA Science — Sun: Facts
    consultada em 04/10/2026
  2. ESA (Agência Espacial Europeia) — The Sun
    consultada em 04/10/2026
  3. ESA Science Portal, material educacional — Stellar Processes and Evolution
    consultada em 04/10/2026
  4. NASA StarChild (Goddard) — What makes stars shine
    consultada em 04/10/2026
  5. NASA Space Place — How old is the Sun?
    consultada em 04/10/2026
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