Astronomia

Rochosos, gigantes gasosos e gigantes de gelo: o que separa os três tipos de planeta do Sistema Solar

Publicado em 11/10/2026 · Última alteração em 11/10/2026

Os oito planetas do Sistema Solar se dividem em três grupos, e a diferença começa por dentro. Mercúrio, Vênus, Terra e Marte têm superfície sólida. Júpiter e Saturno, os gigantes gasosos, são feitos sobretudo de hidrogênio e hélio e não têm superfície dura. Em Urano e Netuno, os gigantes de gelo, 80% ou mais da massa é um fluido quente e denso de água, metano e amônia, sobre um pequeno núcleo rochoso.

A NASA chama de terrestres os quatro planetas mais próximos do Sol, porque têm superfície sólida. Os quatro de fora não têm: Júpiter e Saturno são rotulados gigantes gasosos, com gases em redemoinho sobre um núcleo, e Urano e Netuno, gigantes de gelo. O nome engana. O "gelo" de Urano e Netuno não é uma crosta congelada: a NASA descreve um fluido quente e denso de materiais "gelados" (água, metano e amônia), que responde por 80% ou mais da massa desses planetas. Os números da ficha planetária da NASA mostram a separação: os rochosos têm de 4.879 a 12.756 km de diâmetro e densidade acima de 3.900 kg/m³; os gigantes vão de 49.528 a 142.984 km e ficam abaixo de 1.700 kg/m³. Essa divisão guia também a leitura de planetas em outras estrelas, que os astrônomos comparam com esses três modelos do nosso Sistema Solar.

Saturno flutuaria na água

A densidade média de Saturno é de 687 kg/m³, menor que a da água. A NASA diz que ele é o único planeta do Sistema Solar nessa condição e que "flutuaria numa banheira", se existisse uma banheira tão grande.

O que "gelo" quer dizer aqui

Na astronomia planetária, "gelo" nomeia materiais como água, metano e amônia, e não o estado físico. Segundo a NASA, em Urano e Netuno esses materiais formam um fluido quente e denso, que responde por 80% ou mais da massa de cada planeta. A temperatura e a pressão no interior fazem desse fluido algo bem diferente do gelo de uma geladeira.

Mesmo tamanho, massas diferentes

Urano (51.118 km de diâmetro) é um pouco mais largo que Netuno (49.528 km), mas tem menos massa: 86,8 contra 102 × 10^24 kg. Por isso Netuno é o mais denso dos gigantes, com 1.638 kg/m³. Já Júpiter, com 142.984 km, é o maior de todos e Saturno, com 687 kg/m³, o menos denso.

O núcleo de Júpiter

Modelos antigos previam um núcleo pequeno e sólido de elementos pesados no centro de Júpiter. Os dados da sonda Juno, da NASA, sugerem outra coisa: um núcleo maior que o esperado e parcialmente dissolvido, sem fronteira clara com o hidrogênio metálico em volta. Essa descrição ainda é um modelo, construído a partir de medidas feitas de fora.

Uma régua para outros mundos

Os três tipos servem de ponto de partida para classificar planetas de outras estrelas. A comparação por massa, tamanho e densidade, a mesma usada na ficha planetária da NASA, permite perguntar se um planeta distante se parece mais com a Terra, com Júpiter ou com Netuno. É uma analogia útil, mas ela não garante que a composição seja igual.

Como sabemos

Classificação e números vêm direto de páginas e da ficha planetária da NASA; a composição interna dos gigantes é inferida de modelos.

Fontes

  1. NASA Space Science Data Coordinated Archive (NSSDCA) — Planetary Fact Sheet - Metric
    consultada em 11/10/2026
  2. NASA Science — Planets
    consultada em 11/10/2026
  3. NASA Science — Uranus Facts
    consultada em 11/10/2026
  4. NASA Science — Neptune Facts
    consultada em 11/10/2026
  5. NASA Science — Jupiter Facts
    consultada em 11/10/2026
  6. NASA Science — Saturn Facts
    consultada em 11/10/2026
  7. NASA Science — Earth Facts
    consultada em 11/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 1 · 11/10/2026 — primeira versão

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