Ciências da Terra

O que é uma placa tectônica e como se distinguem os três tipos de fronteira entre elas

Publicado em 12/10/2026 · Última alteração em 12/10/2026

Assuntos: Tectônica de placas

Uma placa tectônica é uma lasca rígida de litosfera (a crosta somada à parte superior e fria do manto), com de algumas centenas a milhares de quilômetros de largura e de menos de 15 km a 200 km ou mais de espessura. Nas fronteiras, as placas se afastam (limite divergente, onde nasce crosta), se aproximam (convergente, onde uma mergulha sob a outra ou as duas se comprimem) ou deslizam lado a lado (transformante).

A Terra tem três camadas principais: crosta, manto e núcleo. A parte superior do manto é mais fria e mais rígida que o manto profundo e se comporta, em muitos aspectos, como a crosta; juntas, formam a litosfera. Abaixo dela há uma zona mais mole do manto, a astenosfera, sobre a qual a litosfera rígida se move. A litosfera está quebrada em placas. Uma placa não é o mesmo que um continente: costuma incluir litosfera continental e oceânica. A maior parte do movimento se concentra nas faixas estreitas entre as placas, e é aí que se concentram terremotos e vulcões. O que muda de um tipo de fronteira para outro é o que acontece com a crosta: ela é criada, destruída ou apenas deslocada de lado.

Um país sobre uma fronteira

A Islândia fica sobre a Dorsal Meso-Atlântica e está se partindo entre a placa norte-americana e a euroasiática. A dorsal se abre em média cerca de 2,5 cm por ano, ou 25 km em um milhão de anos.

Como sabemos onde ficam as fronteiras

A maioria dos limites entre placas está escondida sob os oceanos e não pode ser vista. Segundo o USGS, os terremotos e a atividade vulcânica se concentram perto deles, e os limites oceânicos podem ser mapeados do espaço por medições de satélite. O mapa das placas é, em boa parte, o mapa de onde a Terra treme (leitura nossa). Por isso o número de placas não é fixo: o USGS fala em uma dúzia ou mais de placas e a NOAA em 15 a 20, conforme o critério de contagem.

Divergente: onde nasce crosta nova

Em um limite divergente as placas se afastam e crosta nova é gerada. O exemplo clássico é a Dorsal Meso-Atlântica, cujo espalhamento tem média de cerca de 2,5 cm por ano, ou 25 km em um milhão de anos. A Islândia fica sobre essa dorsal e está se partindo entre a placa norte-americana e a euroasiática. Os 2,5 cm por ano parecem pouco, mas o acúmulo ao longo de milhões de anos soma milhares de quilômetros, segundo o USGS.

Convergente: três combinações

Quando duas placas se aproximam, a crosta é destruída onde uma mergulha sob a outra. O resultado depende do tipo de litosfera envolvido. Na costa sul-americana, a placa oceânica de Nazca é subduzida sob a continental Sul-Americana, que é soerguida e forma os Andes. Entre dois continentes, nenhum afunda, porque as rochas continentais são leves; a crosta se dobra, como no Himalaia, formado pela colisão entre a Índia e a Ásia há cerca de 50 milhões de anos (data do USGS).

Transformante e as zonas de limite

No limite transformante as placas deslizam lado a lado, sem que se crie ou se destrua crosta. A maioria das falhas transformantes está no fundo do mar, mas a de San Andreas, na Califórnia, está em terra: a placa do Pacífico desliza ao lado da norte-americana há cerca de 10 milhões de anos, a cerca de 5 cm por ano em média. Nem tudo cabe nos três tipos: em faixas largas como a região Mediterrâneo-Alpes, o USGS fala em zonas de limite de placa, de estrutura complicada.

Como sabemos

Conceitos básicos e consolidados, todos conferidos no texto integral de páginas do USGS e da NOAA; só o número de placas varia conforme o critério.

Fontes

  1. U.S. Geological Survey — This Dynamic Earth: What is a tectonic plate?
    Kious, W. J.; Tilling, R. I. (USGS) · 1996 (página revisada em 2025) · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
  2. U.S. Geological Survey — This Dynamic Earth: Understanding plate motions
    Kious, W. J.; Tilling, R. I. (USGS) · 1996 (página revisada em 2025) · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
  3. U.S. Geological Survey — This Dynamic Earth: Inside the Earth
    Kious, W. J.; Tilling, R. I. (USGS) · 1996 (página revisada em 2025) · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
  4. U.S. Geological Survey — This Dynamic Earth: Historical perspective
    Kious, W. J.; Tilling, R. I. (USGS) · 1996 (página revisada em 2025) · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
  5. National Oceanic and Atmospheric Administration — What is tectonic shift?
    National Ocean Service (NOAA) · s.d. · Documento institucional · lida na íntegra · consultada em 12/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 1 · 12/10/2026 — Primeira versão (produção 1.000, lote 1; conferência de trechos automatizada)

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