Astronomia

A Parker Solar Probe entrou na coroa do Sol em 2021, a cerca de 13 milhões de km da superfície

Publicado em 06/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026

Em 28 de abril de 2021, a Parker Solar Probe, da NASA, atravessou a superfície crítica de Alfvén, a fronteira entre a atmosfera do Sol e o vento solar. Foi a primeira vez que uma nave entrou na coroa. Isso ocorreu a 18,8 raios solares, cerca de 13 milhões de km acima da superfície, e foi identificado por medidas de campo magnético e de partículas. A NASA anunciou o resultado em dezembro de 2021.

A palavra "tocar" é figura de linguagem: a sonda nunca chegou à superfície visível do Sol. O que ela fez foi entrar na coroa, a atmosfera externa da estrela. O limite dessa atmosfera é a superfície crítica de Alfvén, onde, segundo a NASA, termina a atmosfera solar e começa o vento solar. A nave foi lançada em 12 de agosto de 2018 e recebeu o nome de Eugene Parker, que previu o vento solar na década de 1950. Durante o oitavo sobrevoo, em abril de 2021, ela encontrou as condições magnéticas e de partículas características do interior da coroa. Em passagens seguintes, chegou muito mais perto: em 24 de dezembro de 2024, a cerca de 6,2 milhões de km da superfície.

Uma fronteira com picos e vales

A superfície de Alfvén não é uma esfera lisa. Na passagem de 2021, a sonda entrou e saiu da coroa várias vezes, o que mostrou que o limite tem picos e vales, como uma superfície enrugada.

Onde termina o Sol

O Sol não tem uma borda de rocha. A superfície visível, a fotosfera, é só o ponto onde a luz escapa. Acima dela fica a coroa, a atmosfera externa. Para a NASA, a superfície crítica de Alfvén marca o fim dessa atmosfera e o começo do vento solar, onde o material solar deixa de ser contido pela gravidade e pelas forças magnéticas do Sol. Antes de 2021, essa fronteira era uma previsão teórica, não uma medida direta.

Como a sonda soube que entrou

Não houve uma imagem de um limite. A equipe identificou a travessia por condições específicas de campo magnético e de partículas medidas pelos instrumentos de bordo, que indicaram que a nave estava dentro da coroa. Como a sonda cruzou a fronteira várias vezes no mesmo encontro, os dados também mostraram que a superfície de Alfvén é rugosa, com picos e vales.

Mais perto ainda

A passagem de 2021 foi a cerca de 13 milhões de km da superfície. Depois, a órbita foi apertada. Em 24 de dezembro de 2024, a sonda chegou a cerca de 6,2 milhões de km, a menor distância já alcançada por uma nave, a cerca de 430.000 mph (aproximadamente 700.000 km/h). A NASA recebeu em 26 de dezembro um sinal indicando que ela estava bem.

O escudo que a protege

A sonda se esconde atrás de um escudo de carbono-composto com 11,43 cm de espessura, que suporta cerca de 1.377 °C. É esse escudo que permite aos instrumentos operar em um ambiente de temperatura muito alta. A missão leva o nome de Eugene Parker, que teorizou o vento solar décadas antes de uma nave poder medi-lo de perto.

Como sabemos

Todos os fatos vêm de páginas da NASA abertas e consistentes entre si; a única conversão (milhas para km) é aritmética direta.

Fontes

  1. NASA — NASA Enters the Solar Atmosphere for the First Time, Bringing New Discoveries
    consultada em 06/10/2026
  2. NASA Scientific Visualization Studio — Parker Solar Probe: Humanity's Closest Encounter with the Sun
    consultada em 06/10/2026
  3. NASA Science — Parker Solar Probe (página da missão)
    consultada em 06/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 2 · 06/10/2026 — Galeria ampliada: +1 imagem(ns)
  • Versão 1 · 06/10/2026 — primeira versão

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