História da África

Kwame Nkrumah levou a Costa do Ouro à independência como Gana, em 6 de março de 1957, e foi deposto em 1966

Publicado em 04/10/2026 · Última alteração em 05/10/2026

Kwame Nkrumah nasceu em 1909 em Nkroful, na Costa do Ouro, colônia britânica, estudou nos Estados Unidos e em Londres e voltou em 1947. Fundou o Partido da Convenção do Povo em 1949, foi preso em 1950 e, depois da vitória do partido em 1951, saiu da prisão para chefiar o governo colonial. Em 6 de março de 1957, a colônia tornou-se Gana, com ele como primeiro-ministro. Foi presidente a partir de 1960 e derrubado em 24 de fevereiro de 1966.

A trajetória de Nkrumah combinou estudo e militância. Nos Estados Unidos, frequentou a Universidade Lincoln, na Pensilvânia, e se aproximou de ideias do nacionalismo negro; em Londres, ligou-se ao círculo pan-africanista de George Padmore. De volta à Costa do Ouro, rompeu com o partido que o convidara e criou o seu, mais radical, com uma campanha chamada de ação positiva, para pressionar pela autodeterminação. Em 1953, apresentou à Assembleia a Moção do Destino, pedindo a independência. Gana nasceu em 1957 com visibilidade internacional: Martin Luther King Jr. esteve nas cerimônias. Depois, o governo foi marcado por crise econômica, acusações de corrupção e medidas repressivas, e terminou em golpe. Nkrumah morreu em 1972, em Bucareste, tratando um câncer.

Um convite para Martin Luther King

Em 22 de janeiro de 1957, Nkrumah, então primeiro-ministro da Costa do Ouro, escreveu a Martin Luther King Jr. convidando-o para as cerimônias de independência, de 2 a 10 de março. King aceitou em 12 de fevereiro e viajou com Coretta Scott King para Acra.

Formação entre três continentes

Depois de estudar em escolas de missão e no Prince of Wales College, em Acra, Nkrumah partiu em 1935 para a Universidade Lincoln, na Pensilvânia. Nos Estados Unidos, conheceu o nacionalismo negro e ativistas radicais. Em 1945, foi para a London School of Economics e se aproximou de George Padmore, para quem o fim do preconceito racial dependia do fim do sistema colonial e do capitalismo. Naquele ano, foi nomeado secretário-geral do Secretariado Nacional da África Ocidental, cargo que ocupou até 1947.

Do UGCC ao CPP

Em 1947, voltou à Costa do Ouro a convite de um advogado do UGCC. Em 1949, uma cisão no partido levou ao Partido da Convenção do Povo, que ele liderou com seus aliados. O CPP lançou a campanha de ação positiva, que pedia à população da Costa do Ouro que pressionasse pela autodeterminação. Nkrumah foi preso em 1950, mas o partido venceu as eleições de 1951 e ele foi solto em 12 de fevereiro. Como chefe de governo, defendeu um plano de industrialização, educação primária gratuita e ampliação das instituições de ensino superior.

A independência e o pan-africanismo

Em 10 de julho de 1953, Nkrumah pediu a independência da Costa do Ouro. Em 6 de março de 1957, a colônia tornou-se Gana. As cerimônias, de 2 a 10 de março, tiveram convidados internacionais, entre eles Martin Luther King Jr. Nkrumah passou a defender a união africana. Em 1963, a Organização da Unidade Africana foi criada em Adis Abeba, em parte pelo impulso dos movimentos que ele liderava, segundo a SAHO. Em 1960, tornou-se presidente da república.

Golpe, exílio e memória

Em 24 de fevereiro de 1966, um golpe militar o derrubou enquanto ele viajava ao exterior. A SAHO descreve uma crise econômica, com tesouro em bancarrota, corrupção e instabilidade; a EBSCO fala em medidas cada vez mais repressivas. Nkrumah foi para Conacri, na Guiné, onde Sékou Touré o nomeou copresidente. Continuou a escrever, com obras como Class Struggle in Africa (1970), e morreu em 1972 em Bucareste. Seu legado continua disputado: símbolo da libertação para uns, governante autoritário para outros.

Como sabemos

Datas e marcos principais conferidos na SAHO, na EBSCO e em carta do arquivo da Universidade Stanford; avaliações do governo estão sinalizadas como debate.

Em debate: Avaliação histórica: Nkrumah é lembrado como símbolo do pan-africanismo e da independência, mas seu governo foi criticado por centralizar o poder, por medidas repressivas e por uma crise econômica que contribuiu para o golpe de 1966.

Em debate: Circunstâncias do golpe: há quem afirme que Nkrumah sabia da conspiração antes de viajar; a EBSCO registra a especulação, sem prova.

Fontes

  1. South African History Online — Dr Kwame Nkrumah
    consultada em 04/10/2026
  2. EBSCO Research Starters — Kwame Nkrumah
    consultada em 04/10/2026
  3. The Martin Luther King, Jr. Research and Education Institute, Universidade Stanford — From Kwame Nkrumah (carta a Martin Luther King Jr., 22 de janeiro de 1957)
    consultada em 04/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 2 · 05/10/2026 — Galeria: 1 imagem(ns) real(is) de pessoas e lugares (Wikidata/Commons)
  • Versão 1 · 05/10/2026 — migração da versão 0.3 (lotes 001 a 003)

Encontrou um erro? Avise o WikiMundi · Como verificamos