Ciências da Terra

Como nascem as montanhas: quando placas se encontram, a crosta se empilha e se dobra

Publicado em 06/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026

Grandes cordilheiras surgem onde placas tectônicas convergem. No Himalaia, a Índia avançava sobre a Ásia a cerca de 9 cm por ano; como as duas crostas são continentais e têm densidade parecida, nenhuma afundou sob a outra. A pressão só pôde ser aliviada para cima, e a crosta se amassou. Nos Andes, a causa é outra: uma placa oceânica mergulha sob a continental.

O Serviço Geológico dos EUA (USGS) descreve dois caminhos principais para erguer montanhas. Na colisão continental, como a do Himalaia há cerca de 40 a 50 milhões de anos, as placas têm densidade semelhante e nenhuma é subduzida; a crosta se contorce e é empurrada para cima. Na convergência entre crosta oceânica e continental, como na costa oeste da América do Sul, a placa de Nazca é subduzida sob a Sul-Americana e a cordilheira dos Andes se ergue na borda do continente. Em ambos os casos, o relevo é o resultado visível de movimentos de poucos centímetros por ano, mantidos por dezenas de milhões de anos.

Um terremoto a 636 km de profundidade

Na zona de subducção sob a América do Sul, um terremoto de magnitude 8,3 em 1994 ocorreu a 636 km de profundidade, entre os mais profundos e potentes já registrados no continente. Mostra até onde desce a placa de Nazca.

Duas formas de erguer uma cordilheira

Há pelo menos dois cenários de convergência. Quando uma placa oceânica, mais densa, encontra uma continental, ela afunda no manto: é a subducção, que na América do Sul ocorre sob os Andes. Quando duas placas continentais se encontram, a flutuabilidade impede o mergulho e a crosta se amassa para cima, como no Himalaia.

A Índia diminuiu o passo

Segundo o USGS, a Índia avançava cerca de 9 cm por ano a partir de uma posição a uns 6.400 km ao sul. Depois do impacto, o ritmo caiu a cerca de metade. A colisão não parou o movimento: parte dele passou a ser absorvida pela deformação da crosta, que se contorce, se levanta e se rompe em falhas.

Terremotos como parte do processo

A crosta comprimida não se deforma só de modo suave. O USGS lembra que a tensão acumulada no Himalaia é aliviada de tempos em tempos por terremotos ao longo das muitas falhas da região. Cada abalo é um pequeno passo do mesmo processo que, em escala de milhões de anos, ergue as montanhas.

Câmera lenta, mas medida

Placas se movem a poucos centímetros por ano: a dorsal Meso-Atlântica se abre em média a cerca de 2,5 cm anuais. Medidas de GPS feitas ao longo de poucos anos concordam bem com as médias de milhões de anos, o que dá segurança para explicar montanhas antigas com movimentos que ainda observamos.

Como sabemos

Os fatos centrais vêm de duas páginas do USGS abertas; dobras, falhas de empurrão e isostasia ficaram fora por falta de fonte aberta.

Fontes

  1. U.S. Geological Survey — The Himalayas: Two continents collide (This Dynamic Earth)
    consultada em 06/10/2026
  2. U.S. Geological Survey — Understanding plate motions (This Dynamic Earth)
    consultada em 06/10/2026
  3. USGS, Smithsonian Institution e U.S. Naval Research Laboratory — This Dynamic Planet: plate boundaries
    consultada em 06/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 2 · 06/10/2026 — Galeria de natureza: 4 imagem(ns) real(is) do Commons
  • Versão 1 · 06/10/2026 — primeira versão

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