Astronomia

Como nasce uma estrela: do colapso de uma nuvem de gás à ignição do núcleo

Publicado em 06/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026

Estrelas nascem em nuvens moleculares, regiões frias de gás e poeira onde bolsões mais densos colapsam sob a própria gravidade. No centro surge uma protoestrela, que ainda não funde hidrogênio: o brilho vem do calor da contração. Quando o núcleo chega a algo entre 10 e 15 milhões de kelvin, a fusão começa e a gravidade deixa de vencer. O processo leva de milhões a dezenas de milhões de anos, conforme a massa.

Uma nuvem molecular pode reunir de mil a dez milhões de vezes a massa do Sol e se estender por centenas de anos-luz. Ali a temperatura fica perto de 10 a 20 K, o que deixa o gás frio e denso o bastante para que a gravidade passe a dominar em alguns pontos. Esses núcleos densos desabam, esquentam por compressão e formam uma protoestrela, que continua engordando com o gás ao redor. Em volta dela se forma um disco achatado, de onde mais tarde saem planetas, e jatos escapam pelos polos. A protoestrela só vira estrela de fato quando o núcleo esquenta o suficiente para fundir hidrogênio em hélio. Estrelas mais massivas se formam bem mais depressa que as pequenas.

Estrelas que nunca acendem

Se a protoestrela tiver menos de cerca de 8% da massa do Sol (uns 75 Júpiteres), o núcleo nunca esquenta o bastante para fundir hidrogênio de modo eficiente. Nasce uma anã marrom, às vezes chamada de estrela fracassada.

O berço frio

Estrelas nascem em lugares gelados. Dentro das nuvens moleculares a temperatura é de cerca de 10 a 20 K, e nessa condição os átomos se ligam em moléculas e o gás fica denso. Quando bolsões mais densos passam do ponto em que a gravidade vence, o núcleo da nuvem desaba sob o próprio peso. Algumas dessas nuvens somam até dez milhões de massas solares.

A protoestrela

No centro do colapso o material esquenta e forma a protoestrela. Ela ainda não é uma estrela de fato: seu núcleo está frio demais para a fusão, e a luz vem apenas do calor da contração. Ela cresce puxando gás da vizinhança. Ao redor, um disco achatado reúne o material de onde planetas poderão surgir, e jatos escapam em direções opostas, como o de HH 211.

A ignição

Quando o núcleo chega a algo como 10 a 15 milhões de kelvin, o hidrogênio passa a se fundir em hélio. A energia liberada cria uma pressão que equilibra o peso da estrela e freia o colapso. Nasce uma estrela da sequência principal, a fase mais longa da vida estelar. Para o Sol, essa fase dura cerca de 10 bilhões de anos.

Quando a ignição não vem

Nem todo objeto formado assim chega lá. Abaixo de cerca de 75 massas de Júpiter, ou 8% da massa do Sol, o núcleo não atinge a temperatura necessária e o objeto vira anã marrom. Observações do Webb na Nebulosa da Chama sugerem que o limite inferior para objetos formados por esse caminho é de 2 a 3 massas de Júpiter.

Como sabemos

O quadro geral é consenso e vem de fontes da NASA, da ESA e de observatório; só temperaturas e prazos variam entre fontes e estão marcados como faixa.

Fontes

  1. NASA Goddard — How Stars Form (Imagine the Universe)
    consultada em 06/10/2026
  2. NASA Science — Stars
    consultada em 06/10/2026
  3. Las Cumbres Observatory — Protostar
    consultada em 06/10/2026
  4. University of Oregon — Star Formation (AST 122)
    consultada em 06/10/2026
  5. NASA Science — Webb's Star Formation Discoveries
    consultada em 06/10/2026
  6. ESA — Webb snaps supersonic outflow of young star
    consultada em 06/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 2 · 06/10/2026 — Galeria de natureza: 5 imagem(ns) real(is) do Commons
  • Versão 1 · 06/10/2026 — primeira versão

Encontrou um erro? Avise o WikiMundi · Como verificamos