Física
Marie Curie é a única pessoa com Nobel em duas ciências diferentes: Física em 1903 e Química em 1911
Publicado em 04/10/2026 · Última alteração em 05/10/2026
Nascida Maria Skłodowska em Varsóvia, em 1867, Marie Curie dividiu o Nobel de Física de 1903 com Pierre Curie e Henri Becquerel pelo trabalho sobre a radioatividade. Em 1911 recebeu sozinha o de Química, pela descoberta do rádio e do polônio e pelo isolamento do rádio. Em 1898, ela e Pierre anunciaram os dois elementos, e o polônio recebeu o nome da Polônia, sua terra natal.
Marie estudou na Sorbonne, em Paris, e fez com Pierre o trabalho que levou à descoberta do polônio e do rádio em 1898. Isolar o rádio puro foi um esforço de anos: segundo a Atomic Heritage Foundation, foram quatro anos para extrair cerca de 1 decigrama de cloreto de rádio de várias toneladas de minério, e o rádio metálico só foi isolado em 1910. Primeira mulher a receber um Nobel, tornou-se também a primeira professora da Universidade de Paris. Na Primeira Guerra Mundial, organizou unidades móveis de radiografia, apelidadas de "Petites Curies", para diagnosticar feridos no campo de batalha. Fundou institutos em Paris (1914) e em Varsóvia (1932). Morreu em 4 de julho de 1934, de uma doença do sangue atribuída à exposição prolongada à radiação.
Em 1995, seus restos foram para o Panteão de Paris
Marie Curie foi a primeira mulher a ser sepultada no Panteão de Paris por mérito próprio, em 1995. Sua filha Irène Joliot-Curie também recebeu um Nobel de Química, em 1935.
De Varsóvia à Sorbonne
Maria Skłodowska nasceu em Varsóvia em 7 de novembro de 1867, numa família que valorizava a educação. Mudou-se para Paris e estudou na Sorbonne. Em 1903 tornou-se a primeira mulher da Europa a obter um doutorado em física, segundo a EBSCO, no mesmo ano em que dividiu o Nobel de Física. Mais tarde foi a primeira mulher a lecionar como professora na Universidade de Paris.
Polônio e rádio
Em 1898, Marie e Pierre Curie, trabalhando com o minério de pechblenda numa oficina pequena e mal ventilada, anunciaram dois elementos novos. O primeiro foi batizado de polônio, em homenagem à terra natal dela; o outro, de rádio. O anúncio foi só o começo: obter amostras puras custou anos de trabalho físico pesado, e Marie só isolou o rádio puro em 1910.
Dois prêmios, duas ciências
O Nobel de Física de 1903 foi dividido entre Marie, Pierre Curie e Henri Becquerel, pelo trabalho conjunto sobre a radioatividade. O de Química, em 1911, foi só dela, pelo rádio e pelo polônio. Ela é a única pessoa a receber o Nobel em duas ciências diferentes. Sua filha Irène, que também venceu o Nobel de Química em 1935, continuou a linha de pesquisa da família.
Guerra, institutos e risco
Na Primeira Guerra Mundial, Marie criou unidades móveis de radiografia que levaram o raio X ao campo de batalha. Fundou institutos de pesquisa em Paris, em 1914, e em Varsóvia, em 1932, que se tornaram centros de pesquisa sobre o câncer. Os efeitos da radiação eram pouco conhecidos quando ela começou a trabalhar, e a doença do sangue que a matou em 1934 é atribuída à exposição prolongada.
Como sabemos
Prêmios, datas e descobertas coincidem entre as três fontes; só a doença final e os números do isolamento do rádio variam e foram tratados com cautela.
Em debate: As fontes consultadas divergem sobre a doença que a matou: uma cita anemia aplástica, outras leucemia. O diagnóstico exato nunca foi estabelecido de forma definitiva, e o texto diz apenas que foi uma doença do sangue atribuída à radiação.
- Fato estabelecido: Marie Curie nasceu em Varsóvia em 7 de novembro de 1867, como Maria Skłodowska, e morreu em 4 de julho de 1934. [1] [3]
- Fato estabelecido: Em 1903 dividiu o Nobel de Física com Pierre Curie e Henri Becquerel pelo trabalho sobre radioatividade. [1] [3]
- Fato estabelecido: Em 1911 recebeu o Nobel de Química pela descoberta do rádio e do polônio e pelo isolamento do rádio. [1] [2]
- Fato estabelecido: É a única pessoa a ganhar Nobel em duas áreas científicas distintas e foi a primeira mulher a receber um Nobel. [1] [2] [3]
- Fato estabelecido: Marie e Pierre Curie anunciaram o polônio e o rádio em 1898, e o polônio foi batizado em homenagem à Polônia. [1] [2] [3]
- Estimativa: Isolar o rádio exigiu cerca de quatro anos de trabalho para extrair 1 decigrama de cloreto de rádio de várias toneladas de minério; o rádio puro foi isolado em 1910. [2] [1]
Os números (quatro anos, 1 decigrama, 'várias toneladas') vêm de uma fonte de divulgação e são aproximados. - Fato estabelecido: Na Primeira Guerra Mundial organizou unidades móveis de radiografia (as "Petites Curies") para uso em campo de batalha. [1] [3]
- Fato estabelecido: Em 1903 tornou-se a primeira mulher da Europa a obter doutorado em física. [3]
- Fato estabelecido: Foi a primeira professora da Universidade de Paris e fundou institutos em Paris (1914) e em Varsóvia (1932). [1] [3]
- Consenso científico: Morreu de uma doença do sangue atribuída à exposição prolongada à radiação. [1] [3]
As fontes divergem no nome da doença (anemia aplástica ou leucemia); o texto usa a formulação genérica. - Fato estabelecido: Em 1995 seus restos foram transferidos ao Panteão de Paris, e ela foi a primeira mulher ali sepultada por mérito próprio; Irène Joliot-Curie ganhou o Nobel de Química em 1935. [2] [3]
Fontes
- National Library of Medicine / PubMed Central — Marie Curie (1867–1934): Twice Nobel Laureate and Her Enduring Legacy in Radiation Medicine
consultada em 04/10/2026 - Atomic Heritage Foundation / National Museum of Nuclear Science & History — Marie Curie
consultada em 04/10/2026 - EBSCO Research Starters — Marie Curie
consultada em 04/10/2026
Histórico de alterações
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