Geografia

O lago Baikal, o mais profundo do mundo, guarda cerca de um quinto da água doce líquida da superfície da Terra

Publicado em 04/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026

O lago Baikal, no sul da Sibéria, na Rússia, tem mais de 1.600 metros de profundidade máxima, o que o torna o lago mais profundo do planeta. Também é considerado o mais antigo, com idade estimada de 20 a 25 milhões de anos, e guarda cerca de um quinto da água doce líquida da superfície terrestre. Mais de 330 rios e riachos deságuam nele, mas só um o drena: o Angara.

O Baikal é o maior lago de água doce do mundo em volume. Segundo a Britannica, abriga de 1.500 a 1.800 espécies de animais, a maioria endêmica, isto é, que só existe ali. Entre elas está a única foca de água doce do mundo, a foca-do-Baikal, além de 344 espécies de anfípodes, alguns de tamanho gigante, e 33 espécies de peixes do grupo dos esculpins. A riqueza biológica contribuiu para que a Unesco o declarasse Patrimônio Mundial em 1996. Os números variam um pouco conforme a fonte: a profundidade máxima aparece como 1.620 m na Britannica, 'mais de 1,6 km' em artigos científicos e 'cerca de 1.700 m' num texto da NASA.

Uma foca num lago de água doce

A foca-do-Baikal é a única foca de água doce do mundo. O lago também abriga espécies de anfípodes que chegam a tamanhos gigantes e peixes translúcidos que vivem em águas profundas, como a golomianka, segundo um artigo de 2008 sobre as mudanças ambientais do lago.

Os números do gigante

O Baikal fica no sul da Sibéria, na república da Buriácia e na província de Irkutsk. É o mais profundo lago do planeta e o maior de água doce em volume. Recebe mais de 330 rios e riachos, mas tem uma só saída, o Angara. Sua profundidade máxima aparece como 1.620 m na Britannica, 'mais de 1,6 km' em artigos científicos e 'cerca de 1.700 m' num texto da NASA.

Um quinto da água doce líquida

A NASA, citando a Unesco, diz que o Baikal guarda cerca de 20% da água doce não congelada da Terra. A Britannica fala em cerca de um quinto da água doce da superfície do planeta. A NASA fala em água doce 'não congelada', o que deixa de fora o gelo de geleiras e calotas polares. Por isso o post fala em água doce líquida.

Vida que só existe ali

A Britannica registra de 1.500 a 1.800 espécies de animais no lago, a maioria endêmica. Um artigo de 2008 lista a foca-do-Baikal, 344 espécies de anfípodes, alguns gigantes, e 33 espécies de esculpins, entre elas a golomianka, um peixe translúcido que vive em águas fundas. A Unesco o declarou Patrimônio Mundial em 1996.

Um lago que esquenta

Mesmo com seu enorme volume, o Baikal muda. Dados coletados por seis décadas por uma família de cientistas siberianos mostram aquecimento de 1,21 °C na água desde 1946, aumento de 300% na clorofila a desde 1979 e crescimento de 335% de cladóceros, um grupo de zooplâncton. Os autores veem o lago como um sinal integrado do aquecimento regional.

Como sabemos

Os fatos centrais conferem em Britannica, NASA e artigo científico; números variam levemente entre fontes e foram expressos com arredondamento.

Em debate: Profundidade, idade e fração de água doce aparecem com valores diferentes conforme a fonte (profundidade de 1.620 m a cerca de 1.700 m; idade de 20 a 25 milhões de anos). O post usa 'mais de 1.600 metros', 'de 20 a 25 milhões de anos' e 'cerca de um quinto'.

Fontes

  1. Encyclopaedia Britannica — Lake Baikal
    consultada em 04/10/2026
  2. NASA Earth Observatory — Fog over Lake Baikal
    consultada em 04/10/2026
  3. Global Change Biology (via PubMed Central) — Sixty years of environmental change in the world's largest freshwater lake: Lake Baikal, Siberia
    consultada em 04/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 3 · 06/10/2026 — Galeria ampliada: +3 imagem(ns)
  • Versão 2 · 05/10/2026 — Galeria: 1 imagem(ns) real(is) de pessoas e lugares (Wikidata/Commons)
  • Versão 1 · 05/10/2026 — migração da versão 0.3 (lotes 001 a 003)

Encontrou um erro? Avise o WikiMundi · Como verificamos