Oceanografia
O ponto mais fundo do oceano, o Challenger Deep, fica a cerca de 10.935 metros de profundidade
Publicado em 04/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026
No extremo sul da Fossa das Marianas, no Pacífico ocidental, fica o Challenger Deep, o ponto mais profundo conhecido do fundo do mar. A NOAA cita cerca de 10.935 metros abaixo da superfície. Se o Everest fosse posto ali, com seus 8.849 metros, o topo ainda ficaria a mais de 2 km de profundidade. O nome lembra o HMS Challenger, cuja tripulação mediu a região em 1875.
A Fossa das Marianas tem mais de 2.550 km de comprimento e cerca de 69 km de largura média, segundo a NOAA. Ela existe porque duas placas tectônicas se encontram ali: a placa do Pacífico mergulha sob a placa das Marianas, num processo chamado subducção. A profundidade do Challenger Deep depende do método de medição, e fontes da própria NOAA trazem valores um pouco diferentes, de 10.935 a 10.994 metros. Em 1960, o batiscafo Trieste levou Jacques Piccard e Don Walsh até lá. Em 25 de março de 2012, o cineasta James Cameron fez uma descida solitária no submersível Deepsea Challenger e coletou os primeiros espécimes e dados científicos tripulados dessa profundidade.
O batiscafo que desfilou na posse de Kennedy
Depois da descida de 1960, o Trieste desfilou pela Pennsylvania Avenue, em Washington, na posse de John F. Kennedy, em 20 de janeiro de 1961. Segundo o WHOI, a façanha ajudou a motivar a Marinha dos EUA a construir o submersível Alvin, que já fez quase 5.000 mergulhos.
Onde a crosta afunda
A fossa marca o ponto em que a placa do Pacífico mergulha sob a placa das Marianas e desce em direção ao manto, segundo a NOAA. É esse encontro que cria um sulco de mais de 2.550 km de comprimento. Como a profundidade média do oceano é de cerca de 3.682 metros, o fundo do Challenger Deep está cerca de três vezes mais distante da superfície que a profundidade oceânica média.
Por que o número muda
Medir o fundo de um lugar tão estreito e distante é difícil. As primeiras medições datam de 1875, com o HMS Challenger, e de 1951, com o HMS Challenger II. Hoje, a NOAA cita cerca de 10.935 metros em uma página e 10.994 metros em outra. As páginas não explicam a diferença; ela costuma refletir método, correções e o ponto exato medido, e por isso é prudente falar em 'cerca de'.
Das descidas à ciência
Em 1960, Jacques Piccard e Don Walsh desceram no Trieste, e o episódio ajudou a motivar a Marinha dos EUA a construir o Alvin, que já fez quase 5.000 mergulhos, segundo o WHOI. Em 25 de março de 2012, James Cameron desceu sozinho no Deepsea Challenger. A expedição de 2012 realizou as primeiras coletas científicas tripuladas nessas profundidades, segundo o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.
Um monumento marinho
Parte da região é protegida pelo Monumento Nacional Marinho da Fossa das Marianas, que cobre cerca de 95.216 milhas quadradas (aproximadamente 246 mil km²) e tem três unidades. Em 2012, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem previa que Cameron, ao mergulhar também no Sirena Deep, a mais de 30 mil pés (cerca de 9.100 m), fosse o primeiro visitante da unidade da fossa do monumento.
Como sabemos
Valores e episódios históricos confirmados em páginas da NOAA, do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA e do WHOI; a única incerteza é a diferença de metros entre medições.
Em debate: A profundidade exata do Challenger Deep varia conforme o método (sonar a bordo de navios, sensores de pressão em submersíveis) e as correções aplicadas: a literatura e as próprias páginas da NOAA trazem valores entre cerca de 10.900 e 11.000 metros. Por isso o post fala em 'cerca de'.
- Fato estabelecido: O Challenger Deep, no extremo sul da Fossa das Marianas a sudoeste de Guam, é o ponto mais profundo conhecido do oceano. [1]
- Estimativa: A profundidade do Challenger Deep é de aproximadamente 10.935 metros, segundo a NOAA. [1]
Valor de medição: outra página da NOAA cita 10.994 m. A diferença vem de métodos e correções distintos. - Estimativa: Uma segunda página da NOAA cita 10.994 metros para o Challenger Deep. [2]
Valor mais antigo ou obtido por outro método; a página não detalha. - Fato estabelecido: A Fossa das Marianas tem mais de 2.550 km de comprimento e cerca de 69 km de largura média. [2]
- Consenso científico: A fossa se formou por subducção: a placa do Pacífico desce sob a placa das Marianas. [2]
- Fato estabelecido: O nome Challenger Deep vem do HMS Challenger, cuja tripulação mediu a fossa em 1875. [1] [2]
- Fato estabelecido: O Everest tem 8.849 m (8.848,86 m), então posto no Challenger Deep teria o topo a mais de 2 km de profundidade (10.935 − 8.849 ≈ 2.086 m). [1] [5]
Conta feita a partir dos dois valores citados. - Fato estabelecido: Em 1960, Jacques Piccard e Don Walsh levaram o batiscafo Trieste ao Challenger Deep. [4]
- Fato estabelecido: Em 25 de março de 2012, James Cameron fez uma descida solo ao Challenger Deep, com as primeiras coletas científicas tripuladas nessas profundidades. [3] [2]
- Fato estabelecido: O Trieste desfilou em Washington em 20 de janeiro de 1961, e a descida de 1960 ajudou a motivar a construção do Alvin, que já fez quase 5.000 mergulhos. [4]
- Estimativa: A profundidade média do oceano é de cerca de 3.682 metros. [1]
Média global; varia conforme o conjunto de dados batimétricos. - Fato estabelecido: O Monumento Nacional Marinho da Fossa das Marianas tem cerca de 95.216 milhas quadradas (cerca de 246 mil km²) e três unidades. [3]
Fontes
- NOAA National Ocean Service — How deep is the ocean?
consultada em 04/10/2026 - NOAA National Centers for Environmental Information — Planet Postcard: The Mariana Trench
consultada em 04/10/2026 - U.S. Fish and Wildlife Service — Marianas Trench Marine National Monument managers support National Geographic and Director James Cameron on historic dives
consultada em 04/10/2026 - Woods Hole Oceanographic Institution — Alvin's forebear
consultada em 04/10/2026 - Encyclopaedia Britannica — Mount Everest
consultada em 04/10/2026
Histórico de alterações
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