Oceanografia
Fitoplâncton: os organismos microscópicos que sustentam o oceano
Publicado em 06/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026
Fitoplâncton é o nome dado a organismos microscópicos que vivem à deriva na água e fazem fotossíntese: bactérias, protistas e algas unicelulares. Eles consomem dióxido de carbono, liberam oxigênio e formam a base da cadeia alimentar marinha. Estimativas por satélite atribuem ao oceano cerca de 46% da produção primária líquida do planeta.
O termo vem do grego: phyto, planta, e plankton, errante. Reúne grupos muito diferentes, como cianobactérias, diatomáceas envoltas em sílica, dinoflagelados, algas verdes e cocolitóforos cobertos de calcário. Todos têm clorofila e precisam de luz, dióxido de carbono e nutrientes como nitrato, fosfato e ferro. Pequenos peixes e invertebrados os consomem, e a energia segue daí até zooplâncton e baleias. Quando as condições favorecem, a população explode em florações que cobrem centenas de quilômetros quadrados e aparecem em imagens de satélite, por causa da clorofila concentrada.
A menor fotossintetizadora conhecida
Prochlorococcus, uma cianobactéria marinha, é considerada o menor organismo fotossintético da Terra. A NOAA indica que ela pode gerar até 20% do oxigênio da biosfera, mais do que todas as florestas tropicais somadas, embora o cálculo exato seja difícil.
Produtores primários
Produtor primário é o organismo que transforma energia da luz em matéria orgânica. No mar, esse papel cabe ao fitoplâncton. Pequenos peixes e invertebrados o comem, e deles a energia sobe pela cadeia alimentar até predadores de grande porte. Sem essa base, as demais camadas da teia marinha não teriam o que consumir.
O oceano e a metade da produção
Field e colegas combinaram modelos de terra e oceano e estimaram uma produção primária líquida global de 104,9 petagramas de carbono por ano. Cerca de 48,5 vieram do oceano e 56,4 da terra firme. É uma estimativa de 1998, baseada em satélite, e as revisões posteriores mudam os números, mas não a ordem de grandeza.
A bomba biológica de carbono
Parte do carbono fixado pelo fitoplâncton afunda e é levada às profundezas. A NASA cita cerca de 10 gigatoneladas de carbono por ano transferidas da atmosfera para o fundo por esse processo. Isso aproxima o efeito do fitoplâncton ao de florestas na remoção de dióxido de carbono, segundo a agência.
Oxigênio: produção não é saldo
Dizer que o oceano gera cerca de metade do oxigênio não significa que ele o entregue à atmosfera. A NOAA lembra que quase a mesma quantidade é consumida por organismos marinhos na respiração e na decomposição. O cálculo exato é difícil, porque o oxigênio varia com estação, nutrientes, temperatura e maré.
Como sabemos
Fatos gerais confirmados em NASA e NOAA; números globais marcados como estimativas com a ressalva das fontes.
- Fato estabelecido: Fitoplâncton são organismos microscópicos que vivem em água salgada e doce, e o nome vem do grego phyto (planta) e plankton (errante). [1]
- Fato estabelecido: O grupo inclui cianobactérias, diatomáceas, dinoflagelados, algas verdes e cocolitóforos. [1]
- Fato estabelecido: Como as plantas terrestres, contêm clorofila, fazem fotossíntese, consomem dióxido de carbono e liberam oxigênio. [1] [2]
- Fato estabelecido: Para crescer precisam de dióxido de carbono, luz e nutrientes como nitrato, fosfato e ferro. [1] [2]
- Fato estabelecido: São produtores primários e a base de várias cadeias alimentares aquáticas, alimentando de zooplâncton a baleias. [1] [2]
- Fato estabelecido: Florações podem cobrir centenas de quilômetros quadrados e ser vistas por satélite devido à clorofila concentrada. [1]
- Estimativa: A bomba biológica de carbono transfere cerca de 10 gigatoneladas de carbono por ano da atmosfera para as profundezas do oceano. [1]
Valor aproximado informado pela NASA; varia conforme o método de estimativa. - Estimativa: Segundo Field et al. (1998), o oceano responde por cerca de 46,2% da produção primária líquida global (48,5 Pg C por ano, de um total de 104,9 Pg C). [4]
Estimativa de 1998 por modelos e satélite; inclui cerca de 1 Pg C de macroalgas, e valores mais recentes diferem. - Estimativa: Cerca de metade do oxigênio da Terra vem do oceano, mas aproximadamente a mesma quantidade é consumida pela vida marinha. [3]
A NOAA ressalta que o cálculo exato é difícil. - Consenso científico: A maior parte da produção de oxigênio oceânico vem de plâncton fotossintetizante: plantas, algas e bactérias à deriva. [3]
- Fato estabelecido: Prochlorococcus é descrita pela NOAA como o menor organismo fotossintético da Terra. [3]
- Estimativa: Segundo a NOAA, Prochlorococcus pode gerar até 20% do oxigênio da biosfera. [3]
Limite superior atribuído pela NOAA, com incerteza reconhecida. - Fato estabelecido: As duas classes principais de fitoplâncton citadas pela NOAA são dinoflagelados, que se movem com flagelos, e diatomáceas, que dependem das correntes. [2]
- Fato estabelecido: Excesso de nutrientes pode causar proliferações nocivas, com toxinas que prejudicam a vida marinha e os humanos. [2]
Fontes
- NASA Earth Observatory — What Are Phytoplankton?
consultada em 06/10/2026 - NOAA National Ocean Service — What is a phytoplankton?
consultada em 06/10/2026 - NOAA National Ocean Service — How much oxygen comes from the ocean?
consultada em 06/10/2026 - BioNumbers, Harvard Medical School — Percent of oceanic out of total annual global Net Primary Productivity (Field et al. 1998, Science)
consultada em 06/10/2026
Histórico de alterações
- Versão 1 · 06/10/2026 — primeira versão