Astronomia
Estrela de nêutrons: um cubo de açúcar dessa matéria pesaria cerca de 1 bilhão de toneladas
Publicado em 06/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026
Uma estrela de nêutrons reúne mais massa que o Sol numa esfera de cerca de 20 quilômetros de diâmetro, comparável ao comprimento da ilha de Manhattan. Segundo a NASA, um cubo de açúcar do seu material pesaria cerca de 1 bilhão de toneladas na Terra. É o que resta quando uma estrela muito massiva esgota o combustível, colapsa e explode como supernova: os átomos são esmagados até restar uma estrela feita quase só de nêutrons.
Quando uma estrela com muitas vezes a massa do Sol fica sem combustível, o núcleo colapsa e a estrela explode como supernova. Se esse núcleo tem entre cerca de 1 e 3 massas solares, ele pode se estabilizar como estrela de nêutrons, segundo a NASA. Os elétrons são comprimidos para dentro dos prótons e sobra um astro que lembra um núcleo atômico gigante, sem espaço vazio. As medições mostram massas diferentes: o pulsar J0030 tem cerca de 1,4 massa solar, e o J0740, cerca de 2,1. O diâmetro fica em torno de 20 km, e as fontes variam conforme a estrela e o método. Parte dessas estrelas gira rápido e tem campo magnético intenso, e é vista como pulsar. O que há no interior mais profundo ainda não se sabe.
Um magnetar liberou em 0,1 segundo mais energia que o Sol em 100 mil anos
Magnetares são estrelas de nêutrons com campo magnético cerca de mil vezes mais forte que o das comuns. Segundo a NASA, numa erupção do magnetar SGR 1806-20, em um décimo de segundo, ele liberou mais energia do que o Sol emitiu nos últimos 100 mil anos.
Do colapso à estrela de nêutrons
Segundo a NASA, quando uma estrela com muitas vezes a massa do Sol esgota o combustível, ela colapsa sob o próprio peso e explode como supernova. Se o núcleo restante tem entre cerca de 1 e 3 massas solares, ele pode se estabilizar como estrela de nêutrons. O observatório Chandra descreve o processo assim: os átomos são esmagados e os elétrons são comprimidos para dentro dos prótons, formando um astro quase só de nêutrons.
Tamanho, massa e densidade
A NASA compara o astro a uma esfera do comprimento da ilha de Manhattan, com 12 a 16 milhas de diâmetro conforme a página (cerca de 20 a 26 km). Medidas de pulsares dão cerca de 1,4 massa solar para o J0030 e cerca de 2,1 para o J0740. Uma revisão científica registra três pulsares firmemente entre 1,9 e 2,0 massas solares. A densidade é tal que um cubo de açúcar pesaria cerca de 1 bilhão de toneladas, segundo a NASA.
Pulsares: faróis do cosmos
Pulsares são estrelas de nêutrons muito magnéticas que giram rápido e emitem feixes de radiação a partir dos polos magnéticos. Quando o feixe aponta para a Terra a cada volta, vemos pulsos, como num farol. Os mais rápidos giram centenas de vezes por segundo e os mais lentos levam quase 6,7 horas por volta. O primeiro foi descoberto em 1967 por Jocelyn Bell Burnell, na Universidade de Cambridge.
Campos magnéticos e o que ainda não se sabe
Estrelas de nêutrons têm campos magnéticos trilhões de vezes mais fortes que o da Terra, e os magnetares chegam a cerca de mil vezes mais que isso. A NASA diz que o campo da estrela original pode ser mantido e até ampliado pela compressão das linhas de campo no colapso. Quanto ao interior mais profundo, não se sabe: uma hipótese é que os nêutrons se decomponham em quarks, mas ainda não há confirmação.
Como sabemos
Os conceitos centrais estão bem estabelecidos nas fontes da NASA e do Chandra, mas os números de tamanho, massa e densidade divergem entre páginas e foram dados como faixas aproximadas.
Em debate: O tamanho e a massa variam entre as fontes e as estrelas; a faixa de massas e o diâmetro são aproximados. O que existe no centro (nêutrons, quarks ou outra matéria) continua em debate.
- Fato estabelecido: Uma estrela de nêutrons reúne mais massa que o Sol numa esfera do tamanho da ilha de Manhattan (cerca de 16 milhas de diâmetro, segundo a NASA). [1]
- Estimativa: O diâmetro de uma estrela de nêutrons é de cerca de 12 milhas (cerca de 20 km), segundo outra página da NASA; as duas páginas dão valores próximos, não idênticos. [1] [2]
A NASA cita 12 milhas em uma página e 16 milhas em outra; o post usa 'cerca de 20 km'. O diâmetro varia com a estrela e o método. - Consenso científico: Uma estrela muito massiva que fica sem combustível colapsa e explode como supernova; o resto pode ser uma estrela de nêutrons. [1] [2]
- Estimativa: O núcleo que sobra do colapso tem entre cerca de 1 e 3 massas solares para formar uma estrela de nêutrons. [2] [3]
A NASA dá 'entre cerca de 1 e 3' em uma página e '1,2 a 3' em outra; o texto usa a faixa 'cerca de 1 e 3'. - Estimativa: Um cubo de açúcar de matéria de estrela de nêutrons pesaria cerca de 1 trilhão de kg (1 bilhão de toneladas) na Terra. [2]
Valor da NASA (Imagine the Universe). Outra página da NASA fala em 10 milhões de toneladas por colher de chá, então o número da 'colher' não é consistente entre as fontes e não foi usado. - Consenso científico: Os átomos são esmagados, os elétrons são comprimidos para dentro dos prótons e a estrela fica composta quase só de nêutrons, como um núcleo gigante sem espaço vazio. [4]
- Fato estabelecido: O pulsar J0030 tem cerca de 1,4 massa solar e o J0740, cerca de 2,1. [1]
- Evidência forte: Três pulsares conhecidos estão firmemente na faixa de 1,9 a 2,0 massas solares, o que mostra uma distribuição de massas mais larga do que se pensava. [5]
- Hipótese: No interior mais profundo, a composição é desconhecida; uma hipótese é que os nêutrons se decomponham em quarks. [1]
A NASA descreve como teoria; o núcleo interno não é conhecido. - Fato estabelecido: Pulsares são estrelas de nêutrons muito magnéticas que giram rápido e emitem feixes de radiação a partir dos polos magnéticos, como um farol. [3] [4]
- Fato estabelecido: Os pulsares mais rápidos giram centenas de vezes por segundo; os mais lentos levam quase 6,7 horas por volta. [3]
- Fato estabelecido: O primeiro pulsar foi descoberto em 1967 por Jocelyn Bell Burnell, na Universidade de Cambridge. [3]
- Estimativa: Estrelas de nêutrons típicas têm campo magnético trilhões de vezes o da Terra; o do magnetar é cerca de mil vezes maior. [2] [4]
A NASA diz 'mil vezes mais forte' que o comum; o Chandra descreve o campo do magnetar como cerca de 1 quatrilhão de vezes o da Terra. Os dois são consistentes em ordem de grandeza. - Fato estabelecido: Numa erupção do magnetar SGR 1806-20, em um décimo de segundo foi liberada mais energia do que o Sol emitiu nos últimos 100 mil anos. [2]
Fontes
- NASA Science — What's Inside a 'Dead' Star?
consultada em 05/10/2026 - NASA Goddard — Neutron Stars (Imagine the Universe)
consultada em 05/10/2026 - NASA Science (Hubble) — Pulsars
consultada em 05/10/2026 - Chandra X-ray Center, Harvard & Smithsonian — Neutron Stars (Chandra Field Guide)
consultada em 05/10/2026 - Annual Review of Astronomy and Astrophysics (arXiv:1603.02698) — Masses, Radii, and the Equation of State of Neutron Stars
consultada em 05/10/2026
Histórico de alterações
- Versão 1 · 06/10/2026 — primeira versão