Oceanografia
A maior cadeia de montanhas da Terra tem cerca de 65 mil km e fica quase toda debaixo d'água
Publicado em 06/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026
O sistema de dorsais meso-oceânicas se estende por cerca de 65 mil quilômetros e dá a volta ao planeta como a costura de uma bola de beisebol. Mais de 90% dessa cadeia de vulcões submersos está no fundo do mar. É ali que as placas tectônicas se afastam e o magma sobe, formando crosta oceânica nova de basalto. Nenhuma cordilheira em terra chega perto dessa extensão.
As dorsais correm pelo meio de vários oceanos, entre os continentes. Nos pontos onde duas placas se separam, rocha derretida sobe até o fundo do mar e produz erupções de basalto, que se solidificam como crosta nova. O topo da dorsal fica, em média, a cerca de 2.500 metros de profundidade. A velocidade de afastamento varia: a Dorsal Meso-Atlântica cresce de 2 a 5 cm por ano, enquanto a Elevação do Pacífico Leste se abre de 6 a 16 cm por ano. Quanto mais lento o afastamento, mais íngreme e irregular o relevo; quanto mais rápido, mais largo e suave o perfil. A Islândia fica sobre a Dorsal Meso-Atlântica e está sendo dividida entre as placas norte-americana e eurasiana.
Uma dorsal que se vê a pé
A Islândia fica sobre a Dorsal Meso-Atlântica. Entre 1975 e 1984, episódios de rifteamento no vulcão Krafla afastaram o terreno em cerca de 7 metros acumulados: a expansão do fundo do mar acontecendo em terra firme.
Os primeiros sinais
Em 1855, a carta batimétrica do tenente Matthew Maury revelou as primeiras evidências de montanhas submarinas no Atlântico central. Depois da Primeira Guerra Mundial, o sonar de eco confirmou que essa cadeia submarina era contínua e acidentada. Ela passou a ser chamada de Dorsal Meso-Atlântica, primeiro trecho conhecido de um sistema que, mais tarde, se mostrou global.
A esteira de Hess
Harry Hess propôs que a crosta oceânica nova se afasta das dorsais como uma esteira rolante, e que a crosta antiga mergulha nas fossas oceânicas. Segundo o USGS, essa ideia surgiu em torno de 1961. Criar crosta numa borda e destruí-la em outra explica por que o tamanho da Terra não muda.
O padrão de zebra
Dos dois lados da dorsal, os cientistas encontraram faixas alternadas de rocha com magnetismo diferente. Elas registram as inversões do campo magnético terrestre, gravadas na rocha conforme ela esfriava. A duração aproximada dessas inversões permite calcular a velocidade média dos movimentos das placas ao longo do tempo geológico.
Um oceano que cresce
Na Dorsal Meso-Atlântica, o afastamento médio é de cerca de 2,5 cm por ano, o que dá 25 km a cada milhão de anos. Nos últimos 100 a 200 milhões de anos, esse processo fez o Atlântico crescer de um estreito braço de mar entre Europa, África e as Américas até o oceano atual.
Como sabemos
Números e mecanismo vêm de NOAA e USGS, instituições de referência; o recorde de extensão é consenso.
- Fato estabelecido: O sistema de dorsais meso-oceânicas se estende por quase 65.000 km. [1]
- Fato estabelecido: Mais de 90% da cadeia fica debaixo d'água, no oceano profundo. [1]
- Fato estabelecido: Ela é a mais extensa cadeia de montanhas da Terra. [1]
- Fato estabelecido: Onde as placas se afastam, rocha derretida sobe até o fundo do mar e produz erupções de basalto, formando crosta oceânica nova. [1]
- Fato estabelecido: A profundidade média até o topo da dorsal é de cerca de 2.500 m. [1]
- Fato estabelecido: A Dorsal Meso-Atlântica se expande de 2 a 5 cm por ano; a Elevação do Pacífico Leste, de 6 a 16 cm por ano. [1]
- Fato estabelecido: Afastamento lento produz relevo íngreme e irregular; afastamento rápido produz perfil mais largo e suave. [1]
- Fato estabelecido: A Islândia fica sobre a Dorsal Meso-Atlântica e se divide entre as placas norte-americana e eurasiana. [3]
- Fato estabelecido: No vulcão Krafla, episódios de rifteamento entre 1975 e 1984 causaram cerca de 7 m de deslocamento acumulado. [3]
- Fato estabelecido: A taxa média de afastamento na Dorsal Meso-Atlântica é de cerca de 2,5 cm por ano, ou 25 km em um milhão de anos. [3]
- Fato estabelecido: Em 1855, a carta batimétrica de Matthew Maury trouxe a primeira evidência de montanhas submarinas no Atlântico central. [2]
- Consenso científico: Harry Hess propôs que a crosta oceânica nova se afasta das dorsais como uma esteira e que a crosta antiga desce nas fossas. [2]
- Evidência forte: Faixas de rocha com magnetismo alternado, em padrão de zebra, aparecem dos dois lados da dorsal e registram as inversões do campo magnético da Terra. [2] [3]
- Consenso científico: A expansão do fundo do mar nos últimos 100 a 200 milhões de anos fez o Atlântico crescer de um estreito braço de mar até o oceano atual. [3]
Fontes
- NOAA Ocean Exploration — What is a mid-ocean ridge?
consultada em 06/10/2026 - USGS — This Dynamic Earth: Developing the theory
consultada em 06/10/2026 - USGS — This Dynamic Earth: Understanding plate motions
consultada em 06/10/2026
Histórico de alterações
- Versão 2 · 06/10/2026 — Galeria ampliada: +3 imagem(ns)
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