Astronomia

O Cruzeiro do Sul é a menor das 88 constelações e aponta para o polo sul celeste

Publicado em 06/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026

O Cruzeiro do Sul (Crux) é a menor das 88 constelações oficiais, com cerca de 68 graus quadrados. Seu eixo maior, prolongado por cerca de 4 vezes o próprio comprimento, leva ao polo sul celeste. Esse ponto não tem estrela brilhante, ao contrário do polo norte, onde há a Polaris. Por isso a cruz serviu de referência para quem navegava no hemisfério sul.

As estrelas do Cruzeiro eram conhecidas dos gregos como parte de Centaurus. A precessão dos equinócios, um lento balanço do eixo da Terra, foi baixando essas estrelas no céu do Mediterrâneo, e por volta do ano 400 elas já não subiam acima do horizonte na maior parte da Europa. Navegantes europeus voltaram a vê-las no início do século XVI, ao descer pelo Atlântico, e a cruz foi separada de Centaurus como constelação própria em 1679, por Augustin Royer. Hoje ela aparece nas bandeiras do Brasil, da Austrália, da Nova Zelândia, de Papua-Nova Guiné e de Samoa.

Pequena, mas das mais brilhantes

Apesar de ocupar menos de 0,2% da esfera celeste, o Cruzeiro do Sul lidera um ranking de brilho total entre as constelações. Suas três estrelas mais brilhantes estão entre as 25 mais luminosas do céu inteiro.

Achar a cruz

Duas estrelas muito brilhantes, Alfa e Beta do Centauro, ficam ao lado do Cruzeiro e são chamadas de Guardas. Uma linha traçada por elas ajuda a localizar a cruz. A cruz tem quatro estrelas principais: Acrux (magnitude 0,8), Mimosa, Gacrux (magnitude 1,6) e Imai, com Ginan como quinta estrela, menos brilhante.

Do eixo ao horizonte

Prolongue o eixo maior, de Gacrux por Acrux, cerca de 4 vezes o comprimento da cruz, ou 25 graus. Chega-se perto do polo sul celeste. Dali, uma linha vertical até o horizonte indica o sul geográfico. A altura do polo acima do horizonte muda com a latitude: a 35 graus de latitude sul, ele fica a 35 graus de altura.

Por que sumiu da Europa

A precessão dos equinócios muda lentamente a direção do eixo da Terra ao longo de milênios. Isso baixou o Cruzeiro no céu do hemisfério norte, e por volta do ano 400 ele já não aparecia na maior parte da Europa. Os gregos o conheciam como parte de Centaurus.

Uma cruz em cinco bandeiras

O desenho aparece nas bandeiras de Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné e Samoa. Outros povos o reconheciam muito antes dos europeus: os incas o chamavam de Chakana, a escada, e os maori de Te Punga, a âncora.

Como sabemos

Fatos básicos concordam entre fontes de divulgação, mas nenhuma fonte institucional (IAU, NASA) foi aberta.

Fontes

  1. Astronomy Magazine — 101 must-see cosmic objects: The Southern Cross
    consultada em 06/10/2026
  2. EarthSky — How to use the Southern Cross to find south
    consultada em 06/10/2026
  3. Universe Today — The Crux Constellation
    consultada em 06/10/2026
  4. Canaltech — Cruzeiro do Sul: origem do nome da constelação
    consultada em 06/10/2026
  5. Skyscript — Crux (The Southern Cross)
    consultada em 06/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 2 · 06/10/2026 — Galeria de natureza: 4 imagem(ns) real(is) do Commons
  • Versão 1 · 06/10/2026 — primeira versão

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