Fenômenos naturais

As auroras polares são luz emitida por gases da alta atmosfera atingidos por partículas vindas do Sol

Publicado em 04/10/2026 · Última alteração em 06/10/2026

O Sol lança sem parar partículas carregadas, o vento solar. Quando ele chega à Terra, interage com o campo magnético do planeta e deposita energia ali. Quando essa energia é liberada, boa parte desce em direção à atmosfera: elétrons acelerados colidem com átomos e moléculas de gás e os excitam, e a luz que eles emitem ao voltar ao estado normal é a aurora. O verde, a cor mais comum, vem do oxigênio a cerca de 100 a 200 km de altitude.

A cor depende do gás atingido e da altitude. Segundo a NASA, o oxigênio produz verde entre 100 e 200 km e vermelho acima de 200 km; o nitrogênio emite azul entre 100 e 200 km e rosa ou roxo na borda inferior, abaixo de 100 km. Os elétrons seguem as linhas do campo magnético em direção aos polos e formam um oval em torno de cada polo magnético, que se alarga na direção do equador quando a atividade geomagnética é mais intensa. Ejeções de massa coronal e correntes rápidas de vento solar vindas de buracos coronais são os principais motores de tempestades geomagnéticas fortes, e a frequência das auroras acompanha o ciclo solar de cerca de 11 anos. Auroras também ocorrem em outros planetas, como Júpiter e Saturno.

Um nome que significa amanhecer

Aurora é a palavra latina para 'alvorada' e o nome da deusa romana do amanhecer; aurora boreal quer dizer 'alvorada do norte'. Segundo a NASA, europeus que viviam longe do Círculo Polar Ártico costumavam ver as auroras como um brilho vermelho tênue ao norte, parecido com o do alvorecer.

O vento solar encontra o escudo magnético

O Sol produz continuamente um fluxo de partículas carregadas. Ao chegar à Terra, esse vento solar interage com a magnetosfera, o 'escudo' magnético do planeta, e deposita energia ali. Segundo a NOAA, quando o vento solar acelera e o campo magnético embutido nele vira para o sul, a energia passa para a magnetosfera e acelera elétrons ao longo das linhas do campo, na direção dos polos.

Por que as cores mudam

O brilho nasce quando átomos e moléculas recebem energia e a devolvem como luz. O oxigênio produz verde (cerca de 100 a 200 km) e vermelho (acima de 200 km); o nitrogênio produz azul e, na borda inferior, rosa ou roxo. Quando a luz de gases diferentes se mistura, o céu pode parecer roxo, rosa ou até branco. A cor, portanto, indica o gás e a altitude da emissão.

O oval auroral e o ciclo do Sol

Como os elétrons seguem o campo magnético, as auroras se concentram em ovais em torno dos polos magnéticos. Em tempestades geomagnéticas fortes, o oval cresce na direção do equador e a aurora é vista em latitudes mais baixas. As tempestades vêm de ejeções de massa coronal e de ventos rápidos de buracos coronais, e a atividade acompanha o ciclo solar de cerca de 11 anos.

Outros mundos e outras culturas

Auroras também aparecem em Júpiter e Saturno, onde o campo magnético de cada planeta encontra a atmosfera. Na Terra, comunidades observam e registram auroras há milênios; os iñupiat, do norte do Alasca, as chamam de kiuġuyat ou kiuġiyaq. A palavra 'aurora' vem do latim para 'alvorada', e europeus que viviam longe do Círculo Polar Ártico costumavam ver o fenômeno como um brilho vermelho tênue ao norte, parecido com o do amanhecer.

Como sabemos

Mecanismo e cores conferidos na NASA, na NOAA e na Britannica; as faixas de altitude variam de uma fonte para outra e o texto usa valores aproximados.

Fontes

  1. NASA Science — Auroras
    consultada em 04/10/2026
  2. NOAA Space Weather Prediction Center — Aurora Tutorial
    consultada em 04/10/2026
  3. Encyclopaedia Britannica — Aurora
    consultada em 04/10/2026
Histórico de alterações
  • Versão 2 · 06/10/2026 — Galeria de natureza: 5 imagem(ns) real(is) do Commons
  • Versão 1 · 05/10/2026 — migração da versão 0.3 (lotes 001 a 003)

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